(Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 12/03/14 – semana 16).
Quando alguém fala em Vietnã, o quem na tua cabeça? Aposto que é a Guerra, né? A gente não tem muita ideia do que é esse país antes de vir pra cá… A doideira é grande, como contei nas últimas duas colunas. Motos pra mais de metro, buzinaços, gente berrando, uma bagunça eterna nas ruas, comidas estranhas… Mas o que me chamou a atenção no meio dessa zona toda foram as viagens de busão e as coisas que só acontecem no Vietnã!
Faltam dedos pra listar todos os causos acontecidos nas viagens! Grande parte delas são feitas nos ônibus noturnos, que supostamente são confortáveis para você dormir, já que as poltronas são praticamente camas. Lindo na teoria, mas um fiasco na prática, já que os ônibus são feitos sob medida para o tamanho asiático – ou seja, minúsculos! Eu não sou grande (tenho 1,65m), e pra mim o espaço para as pernas já ficava mega apertado, imagina pra quem é alto! Sem falar que você não consegue sentar totalmente o banco sem bater a cabeça no teto (são dois andares de poltronas, tipo beliche)!
Mas não é só isso! Os vietnamitas são barulhentos e escandalosos por natureza, então se você acha que o busão fica silencioso, já que as pessoas querem dormir, está redondamente enganado! O motorista nunca vai sozinho, sempre tem uma equipe de uns 3 ou 4 locais com ele, e claro que eles vão conversando (berrando, na verdade!) durante boa parte do caminho, colocando música no máximo, buzinando sem parar, ou pior, até escarrando na janela (eca)!!
Pra ajudar, pelo caminho o busão vai parando várias vezes – bem naquele momento em que você tava finalmente pegando no sono, o motorista para, acende a luz na tua cara e berra pra galera descer (mas berra mesmo)! Muito agradável…
A maioria dos passageiros nesse tipo de ônibus são turistas, mas tem locais que viajam neles também – e os vietnamitas reservam os bancos da frente, que são os melhores, pra eles! Nada a ver, porque eles são pequenos, podem tranquilamente sentar nos de trás… Pra conseguir sentar nos da frente, só ganhando no grito e dando uma de louca, como eu fazia!
E teve um dia em que acabei pegando um ônibus nada turístico, onde só tinha locais, e só eu de gringa. Peguei o busão no meio da estrada, bem na louca, o cara não falava nada de inglês, só falei o nome da cidade pra onde queria ir e ele confirmou… Era um ônibus tradicional, mas pra variar super apertado, quando eu tava sentada quase batia a cabeça no teto, e os vietnamitas ficavam apontando e dando risada! A experiência foi bem engraçada, lá pelas tantas alguns já tavam até fazendo amizade comigo, mesmo sem falar inglês, me dando frutas diferentes e me ensinando a comer maçã verde com sal!
Entre altos e baixos, sacolejos, bancos apertados, motoristas escandalosos e muita buzina, as viagens no Vietnã renderam muitas histórias pra contar! E na semana que vem, os primeiros causos do Camboja!
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Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 12/03/14 – semana 16.



