Era uma vez um lugar chamado…

por Carol Moreno

(Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 02/04/14  – semana 19).

Homens andando de saia. Mulheres com a cara pintada com uma pasta amarela. O dia amanhecendo com um mantra tocando alto nas esquinas. Monges por todos os lados. Pessoas te cumprimentando pela rua aonde quer que você vá. Muita pobreza, mas muito mais sorrisos! Adivinha que país é esse?

Crianças fofas!

Crianças fofas!

Muito prazer, Myanmar! A antiga Birmânia é um país comunista do sudeste asiático que ficou fechado para o turismo por quase 60 anos. Ele ainda não é um destino turístico (aposto como você nunca pensou em tirar férias e ir pro Myanmar!), e talvez por isso mesmo o povo seja tão autêntico e receptivo com quem vem de fora!

E claro que todas as histórias divertidas dessa terra têm a ver com as pessoas daqui! Pois bem, em um belo dia ensolarado em Yangon eu resolvi sair caminhando por aí, sem destino, sem lenço e sem documento. Como estava fazendo um calor de apenas 38 graus, com sensação térmica de 46(!), fui de shorts e regata.

Gambiarra com a canga... Mariposa braceta no casulo!

Gambiarra com a canga… Mariposa braceta no casulo!

Depois de muito andar, quando percebi eu tava perto do principal templo da cidade, que eu queria muito visitar. O problema é que eu tava com a roupa mais errada possível, já que pra visitar os templos tem que cobrir os ombros e as pernas até os joelhos, e eu só tinha uma canga comigo. Claro que resolvi tentar fazer uma gambiarra, usando a canga pra cobrir tudo! Acabei chegando a um modelito onde meu braço esquerdo ficou preso embaixo da canga, com ela enrolada em volta de mim. Coisa linda…

De longee e tanaka na cara! Praticamente uma birmanesa...

De longee e tanaka na cara! Praticamente uma birmanesa…

Já na entrada o cara da portaria ficou me olhando esquisito, pensando se podia me deixar entrar daquele jeito. Acabou deixando, e aí começou a zoeira – todo mundo que tava pelo caminho, inclusive os guardinhas da segurança, começaram a rir muito da minha cara. Mas tipo muito mesmo! Fui subindo a escadaria com a galera apontando e dando risada… Andando pelo templo, e a mesma coisa… Fui motivo de alegria pra galera… Haha… Tudo por conta do meu modelito mariposa braceta no casulo! Mas até isso o povo daqui faz de um jeito simpático – até pra tirar sarro da tua cara eles conseguem ser queridos!

Comendo com a mão!

Comendo com a mão na casa do Thura, meu guia gente fina!

E falando em querido, no dia em que fui pra outra cidade, Mandalay, tive a sorte de pegar o melhor moto taxista do mundo! Esse birmanês é simplesmente mega simpático, foi monge por 20 anos, ensinou centenas de crianças pobres a falarem inglês, e hoje é casado e tem uma filhinha de 3 anos.

E tive com ele uma das experiências mais bacanas da trip – fiz um passeio por lugares nada turísticos (e todos na faixa, melhor ainda!), participei de uma cerimônia linda onde as famílias comemoram o dia em que seus filhos vão virar monges (com direito a trajes de gala e passeata de elefante!) e ainda fui almoçar na casa dele com a família toda, uma oportunidade única de passar um dia como se fosse uma local! E até comi com a mão (sem talheres), como as pessoas fazem aqui! E aí, tô ou não tô praticamente uma birmanesa?

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Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 02/04/14  – semana 19.

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3 comentários

Julia C 27/05/2014 - 19:36

Carol, como você conseguiu o visto pra Myanmar? Deu pra tirar durante a viagem mesmo?

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Carol Moreno 02/06/2014 - 01:17

Oi Júlia,
Dá prã tirar durante a trip sim, fiz em Bangkok e foi tranquilo, fica pronto em 2 dias. Logo posto as infos completas no post sobre o Myanmar!
Bj

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