Rio de Janeiro

by Carol Moreno

(Guest post feito por Débora Garcia a convite do Mochilão Trips).

O Rio de Janeiro dispensa apresentações. Os principais cartões-postais da cidade são tão conhecidos quanto as músicas que eternizaram a Cidade Maravilhosa. Mas alguns bairros escondem verdadeiros tesouros que até mesmo os cariocas desconhecem.

Na minha infância e adolescência, eu frequentava demais a Prainha e Grumari com meus pais. Há alguns anos, indo e voltando do trabalho, eu via o Planetário e a Ilha Fiscal da janela do ônibus. Hoje em dia, da janela da minha casa eu vejo a Igreja da Penha. Tem muita coisa legal pra ver e fazer no Rio fora do eixo turistão Centro – Copacabana!

Por isso, selecionei 4 lugares no Rio de Janeiro que passam batido pelos turistas mas que merecem a sua visita!

 

Ilha Fiscal

A Ilha Fiscal é uma pequena ilha na Baía de Guanabara, próximo à Praça XV, no Centro do Rio que abriga um castelo cheio de história.

“Um delicado estojo, digno de uma brilhante joia”. Assim foi descrito o castelo pelo então Imperador Dom Pedro II na sua inauguração em 1889. No mesmo ano, rolou um festão polêmico na Ilha, o último grande baile da monarquia chamado Baile da Ilha Fiscal, poucos dias antes da Proclamação da República. Na época, o Rio era a capital do Brasil!

O pequeno castelo foi construído em estilo gótico e serviu de posto de controle alfandegário durante alguns anos até 1893 quando a Revolta da Armada danificou bastante o prédio. A Ilha foi então entregue à Marinha que a transformou em um centro de memória da história do Brasil.

Para chegar à Ilha Fiscal, você pode fazer uma travessia de escuna de 15 minutos ou pegar o ônibus da Marinha. As saídas são do Espaço Cultural da Marinha, de 5ª a domingo em três horários. Ingressos a R$20 (adultos) e R$10 (estudantes, menores de 10 anos e maiores de 65 anos).

Dica: Você pode combinar esse passeio com um tour histórico pelo Centro do Rio ou com um passeio de barco pela Baía de Guanabara!

Site oficial: http://www.mar.mil.br/dphdm/ilha/ilha.htm

Crédito das fotos: http://www.flickr.com/photos/mcdemoura/, http://www.flickr.com/photos/raffasoares/ , http://www.flickr.com/photos/tatianatenuto/ , http://www.flickr.com/photos/otubo/

 

Igreja da Penha

Você provavelmente já viu a Igreja da Penha de dentro do avião, se você aterrissou no Santos Dumont, ou de dentro do táxi passando pela Linha Vermelha  se você aterrissou no Galeão. Muitos turistas admiram a igreja de longe mas poucos vão visitá-la de perto já que fica afastada da Zona Sul do Rio.

A Igreja da Penha na verdade se chama Igreja de Nossa Senhora da Penha de França e sua história data do século XVII. Em 1625, o Capitão Baltazar de Abreu Cardoso construiu uma pequena capela no alto do morro que fazia parte de suas terras, em agradecimento a uma graça recebida. Na época, os devotos subiam o morro a pé já que a famosa escadaria da Penha só foi construída em 1819. A capela foi demolida e reconstruída duas vezes e a última grande reconstrução foi feita em 1900.

De alguns anos pra cá, a Igreja da Penha tem passado por várias reformas de melhorias inclusive com a implantação de um bondinho para levar os peregrinos até o alto do morro. Há também um pequeno museu que pode ser visitado. As missas acontecem todo dia, em horários variados.

A vista lá de cima não é a tradicional, que todos estão acostumados nas fotos de divulgação do Rio. Você vê todos os bairros do subúrbio carioca, como Penha, Ramos, Olaria, Bonsucesso, Irajá, entro outros.

Para chegar a Igreja da Penha, você pode ir de ônibus, de trem (Supervia) ou de táxi. Não há ingresso a ser pago mas o museu pede uma contribuição de R$1,00.

Dica: Você pode combinar a visita à Igreja da Penha com um tour guiado no Morro do Alemão, que sai da estação de trem de Bonsucesso!

Site oficial: http://www.santuariopenhario.org.br

Créditos das fotos: http://www.flickr.com/photos/doctor_silvana/, http://www.flickr.com/photos/hisori/, http://www.flickr.com/photos/jmjrio2013/m

 

Planetário do Rio

Você já ouviu falar do Planetário do Rio? Muita gente ainda não. O Planetário fica no bairro da Gávea, um bairro mais residencial e menos turístico, próximo ao Leblon, e é relativamente novo pois foi fundado em 1970.

No Planetário você pode observar estrelas, conhecer mais sobre Astrofísica, Astronomia e Física nos diversos eventos realizados por lá e aprender muito sobre o universo. Há sessões de cúpula, sessões de observação de estrelas e o Museu do Universo com mais de 60 experimentos interativos! São tantas atividades que você precisa chegar o site do Planetário para se organizar melhor.

Dica: Você pode aproveitar e conhecer o Baixo Gávea, uma área cheia de barzinhos e restaurantes ótimos e super bem frequentados.

Site oficial: http://www.planetariodorio.com.br/

Crédito das fotos: http://www.flickr.com/photos/buenosairesprensa/, http://www.flickr.com/photos/canoafurada/, http://www.flickr.com/photos/sergio-castro/

 

Praias: Prainha, Grumari e Abricó

Essas praias são bem afastadas do eixo turistão da cidade e por isso é frequentada mais por locais. A localização e o difícil acesso também ajudam a manter a paz e tranquilidade do lugar.

Essas praias fazem parte de uma área de proteção ambiental então não há construções nem moradores. A própria estrutura de quiosques é precária. Há apenas 2 ou 3 quiosques e um pequeno restaurante em Grumari.

Prainha e Grumari são dois dos melhores points de surf do Rio, com ondas de 3 metros em média, e sediam eventos como o Master Prainha e Hurley Pro. A Prainha tem 150 metros de extensão e Grumari, 2,5km. Já Abricó é a única praia de nudismo do Rio de Janeiro. São apenas 250 metros de orla, zero de muvuca e sujeira.

Como chegar: Logo depois da Praia do Recreio, vem a Praia da Macumba, também muito boa para o surf, e então uma pequena estrada leva à Prainha. Mais um pouco e você vê a entrada para Abricó e logo depois, Grumari. Se você for de carro, prepare-se para chegar cedo ou não vai encontrar vaga para estacionar. É costume chegar super cedo nessas praias e quem chega depois não encontra vaga. Se estiver na Zona Sul e for de táxi, prepare o bolso. Para ir de ônibus, o ideal é usar o Surf Bus, mesmo que não seja surfista. O Surf Bus te deixa na Prainha e você pode caminhar para Abricó e Grumari. Não há linha regular de ônibus para essas praias.

Dica: Há um camping no Recreio, perto dessas praias. Se você curte uma vibe mais roots, então pode acampar e curtir essas praias menos turísticas

Sites oficiais: http://www.surfbus.com.br/ e http://www.campingclube.com.br

Créditos das fotos: http://www.flickr.com/photos/vitorguerson/, http://www.flickr.com/photos/elrentaplats/, http://www.flickr.com/photos/soldon/, http://www.flickr.com/photos/thiagomb/

 

Bom, essas são as minhas dicas de carioca pra quem quiser conhecer o Rio de Janeiro dos moradores. Boa viagem!

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Debora Garcia é carioca e apaixonada pelo mundo. Já largou tudo para viajar duas vezes e está na contagem regressiva para mais uma aventura que começa em dezembro de 2013. Compartilha no blog Revista de Viagem as suas dicas, histórias e experiências viajando por aí!

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