Cabo Polonio é um destino super roots, perfeito pra quem curte natureza, sossego, praia, um lugar mais alternativo, bem hippie style, e que abre mão do conforto pra aproveitar tudo isso!
Ele é um Parque Nacional, fica bem isolado, não é um lugar fácil de chegar, e por isso mesmo mantém a sua rooteza – nem energia elétrica tem por lá! Mas tem muitas dunas, lobos do mar, praias deliciosas, uma galera relax, um farol com uma vista sensacional, uma vibe ótima e um dos céus mais estrelados que já na vida! Com tudo isso junto, dá tranquilo pra largar mão de frescura, né!
O QUE FAZER POR LÁ
– Farol: sem dúvida a principal atração de Cabo Polônio. O farol é praticamente um personagem da vila, aonde você vai você vê ele, e à noite a presença dele é ainda mais marcante – é o único local da ilha com energia elétrica! É imperdível ficar curtindo o céu estrelado e a luz giratória do farol!
A vista lá do alto é sensacional, e pra subir é barateza (20 pesos, tipo R$ 2,50). São 132 degraus em caracol, numa escadinha estreita, não muito fácil, porém não impossível.
– Lobos do Mar: eu nunca tinha visto Lobos Marinhos a não ser em fotos, adorei! Em algumas épocas do ano (de dez a mar) tem zilhões de lobos por lá, deve ser incrível!
Pra ver os bichinhos, é só ir andando até as rochas próximos ao farol, lá fica a área dos lobos (Loberia). Você não pode chegar muito perto, mas dá pra ter um visu bem massa deles! O duro é aguenta o fedô, ô bichos pra cheirarem mal! Rs…
– Dunas: as dunas são um dos lugares mais procurados pela galera, pra curtir o por do sol ou pra fazer um sandboard – no Lobo Hostel Bar eles emprestam a prancha pra isso, é perfect!
– Praia: a sensação de estar no Cabo Polonio é a de estar em uma ilha – isolado, cheio de natureza, e relax. E claro que isso mega combina com praia, né! Lá tem duas praias principais, a do Sul, onde a galera vai ver o sol nascer, e a do Norte, onde rola o por do sol. A água é fria, mas é uma delícia!
– Mercado: só tem um mercado no Cabo, então você provavelmente vai acabar conhecendo. O lugar é super interessante, é meio mercado meio museu (tem lá expostos objetos que foram encontrados pela região), e tem altos pães e vinhos deliciosos!
– Rolê pelo centrinho: você tá ligado que Cabo Polonio é uma vila, né? Isso quer dizer que um rolê por todo o povoado certamente não vai levar mais do que meia hora… rs… Mas o centrinho é uma área especial, vale o rolê!
– Noite: ah, a noite de Cabo Polonio! Um dos céus mais estrelados que já vi na vida! Amei! Nada como ficar deitada na rede só curtindo as estrelas, procurando as constelações e estrelas cadentes, e vendo o farol girar! Ah, e por incrível que pareça, em um lugar tão pequeno assim, tem um bar! É um bar pequeno e meio vazio, claro, mas que tem, tem!
– Ficar abduzido do mundo: isso é o que você mais faz em Cabo Polonio – como lá não tem energia, e nem internet, o esquema é se desligar do mundo e curtir uma vida roots!
COMO CHEGAR
Pra chegar em Cabo Polonio você pode pegar um ônibus saindo de Montevidéu (fica a umas 5h de lá); se estiver vindo do Chuí, na fronteira sul do Brasil com o Uruguai, você pode pegar um busão até Castillos, e depois pegar outro de Castillos até Cabo – o ônibus leva uns 40 minutos, e você precisa trocar de bumba em Vallizas (outro balneário bem procurado, fica a 9km do Parque). Pra quem está em Punta Diablo, fica ali pertinho (no meio do caminho entre Chuí e Castillos). Eu caronei do Chuí até Castillos.
Chegando em Cabo, você ainda tem que pegar o transporte (caminhão) até o parque: são 170 pesos ida e volta (uns 20 reais), e o trajeto pelo areião leva meia hora. Os horários do caminhão são:
– Ida: 7h*, 9h, 10h30, 12h30, 13h30, 15h30, 17h30, 18h30, 20h, 22h
– Volta: 7h30*, 10h, 11h, 13h, 14h, 16h, 18h, 19h
* Menos aos domingos
Se estiver viajando de carro, você tem que estacioná-lo na entrada do parque, e pegar o caminhão pra ir pra lá – não é permitida a entrada de carros, por ser área protegida.
Outra opção é caminhar até o parque – são 6km na areia fofa. É uma caminhada puxada se estiver com as mochilas (como a esperta aqui fez), mas não é difícil sem peso. Levei quase duas horas pra fazer, carregada e afundando o pé na areia… haha
ALI PERTINHO
Cabo fica meio perto de Punta Diablo e Vallizas, outros balneários bem conhecidos na Costa Uruguaia. Se estiver com tempo, vale aproveitar pra conhecer os dois também.
Se você quiser conhecer Punta del Este também, ela fica entre Cabo e Montevidéu (mais perto de Montevidéu do que de Cabo) – aí compensa incluir ela no teu roteiro entre esses dois destinos.
Tem vários hostels em Cabo Polonio, apesar de aparecerem poucos quando você procura na internet. Fiquei hospedada no Lobo Hostel Bar, e gostei demais. O hostel é totalmente a cara do lugar, mega roots! Não é ideal pra quem espera conforto – mas se tu quer conforto, melhor nem ir pra Cabo Polônio, né!
Eles têm dormitórios por 400 pesos (uns 45 reais) – um quarto grande, pra 9 pessoas, com banheiro e cozinha – e também quartos privados. Daqui a uns meses o hostel vai estar maior e mais bacana, eles vão reformar bastante coisa por lá.
Achei ótimo que eles têm uma cozinha grande, então dá pra preparar o rango e economizar uma grana com isso – lá as coisas são caras, porque fica bem isolado, então se for comer e beber em restaurantes, você gasta bem mais do que precisa.
Os donos, Gastão e Nana, são super simpáticos e divertidos, adorei! Ah, e á área da frente do hostel, onde tem sofás, mesas e redes, é uma delícia pra ficar confraternizando com a galera. À noite todo mundo fica lá, batendo papo, bebendo, e divagando sobre as estrelas… Bão dimais! Recomendo!
Pra reservar esse ou outro hostel em Cabo Polonio, é só clicar aqui – fazendo por aqui você ajuda a manter o blog no ar, sem pagar mais por isso!
DICAS GERAIS
– Internet: se ligue que você vai ficar sem internet nos dias em que ficar em Cabo. Não estresse e não diga que eu não avisei!
– Energia: alguns locais da vila geram energia eólica, outros usam gerador… Varia. Na época em que fui tinha dado pau na energia eólica, então nem geladeira a gente tinha. Então em vez de levar breja, compensa levar vinho, ou comprar por lá mesmo.
– Caixa eletrônico: não tem caixa eletrônico em Cabo – acho que dá pra imaginar, né, mas é melhor avisar!
– Mercado: uma dica é passar no mercado antes de ir pra lá (em Castillos, Chuí, Montevidéu…) pra conseguir economizar nos gastos. Quase todos (ou todos) os hostels de Cabo têm cozinha, o que é ótimo!
– Tênis: em alguns lugares, como nas pedras que levam até os lobos marinhos, é melhor usar um tênis do que ir de chinelo, porque as pedras podem ser escorregadias.
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O Mochilão Trips ficou hospedado no Lobo Hostel Bar a convite do hostel. Agradeço a oportunidade e aproveito pra esclarecer que as opiniões presentes no blog são livres e pessoais.






























5 comments
Olá!!! Estou amando o site!!! =D
Acabei de voltar de Cabo Polonio e estou encantadíssima com o lugar!!!! Muito lindo e com uma vibe bem própria…
Vc sabe de mais alguns destinos nessas suas andanças que sejam nessa mesma pegada!?!??!
Descobri sobre o Uruguai (fora o básico de capital e Punta del Este) por agora e tenho certeza de que tem milhares de lugares assim que a gente demora pra ouvir falar ou nunca ouve… =D
Abração e Feliz 2016!!!
Oi Isabelle, tudo bem?
O Cabo Polônio é demais mesmo, né! Olha, lugares aqui no Brasil que curto bastante, e que também acho bem roots, são a Ilha do Cardoso, no litoral de São Paulo, e Atins, no Maranhão. Mas tem mais pelo mundo… Acho que esse tema até rende um post!
bj, e feliz 2016 pra você também!
Carol
Oi Carol, td bem? Vim te agradecer. Estive no Uruguai em janeiro e adorei. Pesquisei praticamente tudo no seu site. Muito obrigada e bom carnaval!!! Bjos
Que bom, Crisia! Lá é lindo demais, né!!!
bjs!