A Cidade do México (México DF) é uma das maiores cidades do mundo – e, claro, uma loucurada enorme de carros e congestionamento por todos os lados. A cidade lembra bastante São Paulo – tem muitas coisas bacanas pra fazer e lugares de todo tipo pra conhecer, mas precisa ter paciência pra chegar de um lado a outro. O legal é que você encontra lugares que nem imagina que existem por lá, como a Veneza mexicana, vulcões e até pirâmides.
COMO CHEGAR
Do aeroporto para o centro você pode pegar o metrô, tem uma estação junto ao aero que faz conexão para vários pontos centrais. Tem também opções de busão, ou, claro, de táxi – o aero é relativamente central, então não fica tão caro assim pegar um táxi. O ideal é pegar um táxi oficial do aeroporto, você fecha o valor e paga lá mesmo, e não para o taxista. Como referência de preço do táxi, fiquei hospedada em Santa Fé, que é uma região super afastada e o táxi para lá (+- 1h) ficou por 300 pesos (50 reais).
COMES E BEBES
– La Piazza: restaurante italiano bem gostoso que fica no bairro (“Colônia”) Roma, na região Soho da cidade. Fica em frente a praça Luis Cabrera.
– Entrevero: restaurante uruguaio, fica na região sul da cidade, no bairro de Coyoacán, perto do museu Frida Kahlo (Casa Azul). É uma opção bem bacana pra uma tarde de sol, pra ficar curtindo o movimento da região.
– Ivoire: opção bacanuda pra gastar um pouco mais. O restaurante é mais fino, com ambiente super legal, pratos em geral caros mas bem gostoso. Fica em Polanco, que é o bairro nobre/chic da cidade, em frente à praça Lincoln. Aliás, nessa região em frente à praça tem vários restaurantes legais pra pra tomar um café da manhã style.
– Restaurantes/barzinhos do Deserto de los Leones: tem vários restaurantes/botequinhos nesse parque, que fica afastado do centro, mas é um jeito bem legal de começar o dia. O café da manhã é bem típico mexicano (a la carte). Uma ótima opção é pedir as quesadillas (que podem ser de queijo ou vários outros recheios) e a cecina com crema (carne com creme estilo requeijão, com guacamole e frijoles). Pra tomar, uma “Sidral de manzana” – refrigerante de maçã, lembra um pouco o guaraná.
– Outras comiditas: a maioria dos restaurantes serve uma cesta de tortillas quentinhas junto com a comida, uma delícia! A tortilla substitui o pão na maioria das casas no México, e é acompanhamento tradicional nas refeições.
Os totopos (que nós chamamos de nachos) são consumidos como aperitivo, mas sem molho nem cobertura, bem diferente de como se come no Brasil.
Quase todas as comidas levam bastante pimenta – você até estranha no começo, mas depois se acostuma. Em geral eles avisam que “La salsa pica” (o molho está apimentado).
O Café da Manhã mexicano é bem pesado pro padrão brasileiro, é bem comum comer carne, cebola e pimenta logo cedo (sempre com tortilla!). Como a influência americana ali é forte, muitas vezes os restaurantes e hostels oferecem também ovos e bacon pela manhã.
Opção bem gostosa para a sobremesa são as paletas, que são picolés mais gordinhos. Tem uns ótimos no bairro Coyoacán (sul, próximo ao museu da Frida Kahlo), super baratinhos e gigantes, com direito a cobertura de chocolate e tudo.
Os pães geralmente são doces, você encontra várias opções em padarias e mercados. Por lá também é comum é a media luna (croissant).
A tuna é uma fruta típica de lá, do cactus. Bem gostosa, a consistência lembra uma goiaba, mas o gosto é bem diferente. A toronja ou pomelo é outra fruta gostosa (parece uma laranja gigante e rosada), é bastante usada em sucos.
A tequila é feita de Agave (uma planta parente do cactus), e é originária do estado de Jalisco. As que são produzidas em outras regiões são chamadas de mezcal (é como acontece com a Champagne e Espumante, só pode ser chamada de champagne as que forem produzidas em uma região específica da França).
Ah, e tem também o queijo Oaxaca, típico e lá, é uma delícia! Lembra o nosso queijo de nozinho.
TRANSPORTE
Apesar de a cidade ser gigante, não é difícil se locomover, tem vários ônibus e vans que você pode pegar, além de táxis, que são baratos. Tem também os peseros, que são ônibus pequenos, sempre tem o destino escrito no parabrisa. Os valores de busão variam entre 1 e 4 pesos. Os ônibus expressos (RTP) são os mais “caros” (4 pesos, não chegam a um real), e são os que em geral chegam mais rápido.
O metrô é bem tranqüilo de pegar também, tem várias conexões para os principais pontos da cidade. A passagem custa 3 pesos.
Pra pegar ônibus pra outras cidades tem vários terminais, a maioria afastada do centro. O Terminal Norte é de onde saem a maioria dos ônibus (dá pra ir pra lá de metrô, tem um ponto na linha amarela).
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