Dicas de Arraial d’Ajuda pra está planejando uma viagem pra lá
Um destino lindo, pertinho de Porto Seguro, e cercado de praias lindas: essa é Arraial d’Ajuda. Aqui nesse post vamos falar sobre as infos práticas de viagem e dicas de Arraial d’Ajuda. Pra ver o que fazer por lá, veja esse outro post aqui.
Veja também:
– Mini Guia de Viagem de Caraíva
COMO CHEGAR
É bem fácil chegar em Arraial d’Ajuda a partir de Porto Seguro. O aeroporto fica perto do centro (e a rodoviária também, pra quem vai de ônibus).
São três trajetos que você precisa fazer:
– 1º: do Aeroporto até o Terminal de Balsas (uns 3 km)
– 2º: Cruzar o rio de Balsa (uns 10 min)
– 3º: do Terminal de Balsas de Arraial até o Centro da vila (uns 4 km)
> 1º: do Aeroporto até o Terminal de Balsas
Tem muitas vans e agências que oferecem o serviço, ou táxis (um táxi do aeroporto até o terminal de balsas sai uns 20 reais). Supostamente daria pra fazer de Uber também, mas tentei chamar um no aero, e só dava mensagem de nenhum carro disponível.
O jeito mais barato é ir de ônibus, principalmente se você estiver viajando sozinho. E é tranquilo! Vá andando pra esquerda ao sair do aeroporto, você vai andar uns 3 minutos e já vai ver um entroncamento onde param ônibus (no sentido contrário ao que você vai estar indo).
A maioria dos ônibus que para ali vai para o centro, mas pergunte para o motorista se para perto do Terminal de Balsas. A passagem custa R$ 3,25 e leva uns 15 min até lá. Quando descer do ônibus, você anda mais uns 3 minutos até chegar à balsa (tem placas indicando).
> 2º: Cruzar o rio de Balsa
A balsa custa R$ 4,25 (passageiros a pé; carros também cruzam pela balsa) – na volta, de Arraial pra Porto Seguro, não paga nada pela passagem. Sai de meia em meia hora, e o trajeto é rapidinho, leva uns 10 min.
> 3º: do Terminal de Balsas de Arraial até o Centro da vila
Ao descer da balsa você já vai ver vans, táxis e ônibus oferecendo o trajeto. O ônibus (a cia é Águia Azul) é a opção mais barata (R$ 3,50), sai de 15 em 15 min. O trajeto leva uns 15/20 min, você desce no centrinho de Arraial (perto da igreja e da praça central). Andar dali até a Rua Mucugê é rapidinho.
RODANDO POR LÁ
Arraial não é muito grande, dá pra fazer a maior parte das coisas a pé mesmo. Você encontra vários moto táxis por lá, principalmente na saída da praia – como ela fica num descidão, e a volta é ladeira acima, se estiver com preguiça do rolê, dá pra subir o morro de moto táxi.
Pra ir para as praias mais afastadas, você pode caminhar, pegar van, táxi ou ônibus. Pra ir pra praia de Taípe (5 km do Mucugê) eu fui caminhando pela praia, mas dá pra pegar o ônibus que vai pra Trancoso e descer meio perto, na estrada.
ONDE FICAR
Eu fiquei hospedada no hostel Novos Baianos, mas não acho que foi a melhor opção. Acabei escolhendo ficar lá porque estava com preço melhor e boa nota no Booking, mas não senti nenhuma vibe de hostel…
A estrutura é bem bonita, cercado de verde, quartos com sacadinha e rede, e ar condicionado. Fica meio afastado do centrinho, mas em uns 5 minutos de caminhada você já chega na Rua Mucugê (e em uns 15 min, na praia). O valor da hospedagem na baixa temporada, sem café da manhã, foi R$ 32,00, em dormitório com 4 camas. Tem uma área comum (sofás, mesa, rede), bar, piscina e cozinha coletiva.
Fui pra lá na baixa temporada, então só tinha eu e mais uma menina hospedada, então faltou ter mais gente pra poder interagir. Mas tinha um monte de voluntários trabalhando lá (tipo uns 6, de vários países), que poderiam ficar interagindo com os hóspedes, fazendo eles se sentirem num hostel mesmo – mas a galera basicamente dava oi e tchau, não rolava uma interação de verdade, só conversavam entre eles. Em vários hostels onde fiquei rolava muito essa interação, acho que isso é um diferencial.
A cozinha, apesar de ser para os hóspedes utilizarem, tinha só as coisas básicas, e não tinha nem aquelas coisinhas super importantes pra quem vai cozinhar (e que você não vai comprar pra passar só uns dias num lugar), como sal, óleo, café e açúcar. Nem o isqueiro, pra acender o fogão, funcionava direito… Acho que o pessoal do hostel poderia disponibilizar essas coisas, o custo não é alto e facilitaria muito a vida dos hóspedes.
A piscina, que seria uma ótima opção quando dá preguiça de ir pra praia (já que não é tão perto), tava sempre suja… Nem um pouco convidativa.
O lugar era uma pousada antes de virar um hostel, e acho que ainda não absorveu a atmosfera do que é ser um hostel. Falta o espírito de compartilhar, de ter as coisas mais acessíveis, de interação… Apesar de a estrutura ser muito boa, acho que como hostel não é a melhor opção.
Sugestão de Hostel: o hostel Arraial d’Ajuda é muito recomendado (tava lotado quando fui pra lá), parece excelente. Outra opção que parece muito boa é o Adiós Amigos, que fica pertinho da igrejinha.
Sobre Pousadas, tem muitas opções em Arraial (muitas mesmo!), pra todos os gostos e bolsos – minha sugestão é você pesquisar aqui pelo Booking, vendo as referências que o pessoal escreveu a respeito, e usando os filtros do site (como localização, café da manhã, cama de casal etc). Ah, e reservando aqui pelo link, você ajuda a manter o blog no ar, sem pagar nada por isso =)
COMES E BEBES
O principal point de Arraial é a Rua Mucugê, onde ficam diversas opções de restaurantes, bares com música ao vivo e lojinhas. Ao final dela, ao chegar na praça, você pode também dar uma volta pela Bróduei, uma rua de pedestres com mais várias lojinhas e restaurantes.
Dois lugares legais pra curtir um som e encontrar diversas opções de restaurantes são a Praça Caminho do Mar e o Beco das Cores – lá vira e mexe rola um som ao vivo à noite, e de graça. Ambos ficam na Rua Mucugê.
Não cheguei a ir a muitos restaurantes, pois cozinhava no hostel pra jantar, e levava sanduíches comigo pra almoçar na praia.
Um dia no Portinha, um restaurante self service de comida regional, com excelentes opções no cardápio. O preço é meio salgado (R$ 59,90 o quilo), mas a comida é ótima. Fica na Rua Mucugê, no shoppingzinho que tem por lá.
Uma boa opção pra comer hambúrguer é a Bróduei Hamburgueria, que fica na Bróduei. Os preços são super honestos (uns 15 reais), e os hambúrgueres são artesanais, uma delícia.
Ah, e pra economizar, você pode comprar uma cerveja nas distribuidoras que tem na pracinha, ao final da Mucugê – fica bem mais em conta que nos bares. =)
COMPRAS
O lugar pra compras é o mesmo lugar pra comes e bebes: Rua Mucugê, com suas diversas lojinhas; Bróduei, uma ruela perto da Mucugê, e a quadra ao redor da igreja. Ficam todas seguidas, uma depois a outra, bem fácil de encontrar roupas, artesanatos, artigos de decoração etc. Na rua ao lado da Praça da Igreja tem várias lojinhas também.
MELHOR ÉPOCA
A baixa temporada é em maio e junho (principalmente em junho – nessa época chove mais e normalmente faz mais “frio”, mas fui em junho e achei bem calor!). Mas dá pra ir na baixa temporada também, foi o que fiz e aproveitei bastante.
TÁBUA DE MARÉS
É bem importante acompanhar a tábua de marés pra fazer vários passeios por lá – a maré sobe bastante, e fica bem difícil de caminhar pela areia quando ela está alta. Vale a pena acompanhar a tábua de marés aqui.
DE ARRAIAL D’AJUDA A PORTO SEGURO
Pra voltar pra Porto Seguro, você pode pegar um ônibus ou van até a balsa. O local pra pegar o ônibus/van é perto da Igreja: indo pela Bróduei, ao chegar na pracinha da igreja, é só entrar à esquerda, que você sai no local onde pega o busão (é neste mesmo local que você pega o transporte pra Trancoso e Caraíva, no sentido oposto ao da balsa).
A balsa neste sentido (Arraial – Porto Seguro) é gratuita, é só embarcar (e tem balsas com frequência).
Ao chegar em Porto Seguro, é só caminhar até fora da área de embarque, que você já vai ver várias lotações (carros), com motoristas oferecendo pra levar aos principais pontos da cidade, e bem barateza (tipo uns 4 ou 5 reais). Ou você pode pegar um táxi, uber ou ônibus até o aeroporto.






