(Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 15/10/14 – semana 47).

Budapeste (5)Budapeste. Eu poderia estar aqui contando a história da capital da Hungria, falando sobre como o rio Danúbio divide a cidade claramente em dois lados, Buda e Peste, ou sobre como ela já foi ocupada pelos austríacos, pelos alemães e depois pela União Soviética. Ou sobre quão linda ela é, com todas as suas construções antigas pelas ruas, e com seus famosos banhos termais. Mas a história que tenho pra contar é um pouco fora dos padrões…

Lembra que na semana passada comentei que o quê torna um lugar especial não são os cenários, mas sim as experiências que você tem nele? Pois é, experiências doidas foi o que mais tive em Budapeste!

Budapeste (1)

Minha host do CS e as amigas, show!

A cidade é super conhecida pela vida noturna, e já de cara fui parar no meio de uma festa eletrônica mucho loka de psy trance, com a minha amiga húngara do Couchsurfing. A festa tava cheia de gente doida, e acabei voltando pra casa até com a cara pintada de amarelo, e nem lembro direito por que… Sem falar que na ida fomos barradas em um ônibus porque estávamos com uma garrafa na mão, pode?

Na noite seguinte foi a vez de uma festa de dança cigana (super eclético, né)! A música era animadíssima, a galera assistia ao show em pé, dançando, e claro que não deixei por menos: fiquei descalça e me acabei de dançar imitando os passos desse ritmo mega acelerado! Até uns passinhos de samba fiz no meio, no melhor estilo improvisado! Acho que tinha até uns húngaros tentando imitar o samba cigano!

BudapesteE até pegar ônibus era uma aventura: não tem ninguém cobrando a passagem, então dá pra dar o migué facinho e pegar o busão sem pagar – mas claro que de quando em quando aparecem os fiscais, e você pode dançar, né! Mas aproveitei que consigo passar por húngara por aqui (um monte de gente vem falar comigo em húngaro na rua, como seu eu fosse local!) e fiquei fazendo cara de paisagem, passando ilesa pela fiscalização.

Budapeste (4)A bebida típica da Hungria é a Palinka, que é um destilado a base de frutas – a bagaça é tão forte que o teor alcoólico pode chegar a 70%! Claro que experimentei várias Palinkas (não é todo dia que a gente visita a Hungria, né!), e até levei pra casa um souvenir “honestamente roubado” de um bar – um copinho especial pra tomar a dita.

E com uma bebida tão forte assim, é óbvio que não tem como não fazer fiasco… Em uma noite fui parar na casa de amigos da minha host pra um jantar, e tomei Palinka um pouquinho além da conta… Acabei indo dali pra um bar na garupa de uma bicicleta, imagina a cena! E a nega tava tão cansada do dia, e com tanto álcool na cabeça, que simplesmente me acomodei em um sofá do bar e apaguei! Quando dormi o bar tava bem vazio, e quando abri os olhos tava socado de gente! Que situação, hein… Mas pelo menos não babei! Rs… Minha primeira vez dormindo no meio de um bar!

BudapesteBarrada no busão. Ensinando ciganos a dançar uma mistura de dança cigana com samba. Dormindo no boteco. Indo pra balada na garupa da bike. Dançando psy trance com a cara pintada. É, acho que dá pra dizer que Budapeste foi uma das cidades da trip com mais primeiras vezes!

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Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 15/10/14 – semana 47

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