Trinidad, em Cuba, é uma cidade histórica super bonita, patrimônio da humanidade, com casinhas coloridas e construções antigas bem preservadas e ruas de pedra. Além da cidade ser linda, o legal é que ali pertinho ficam lugares diferentes e super legais pra conhecer, como a Playa Ancón (linda, com água transparente!), vales, morros, cachoeiras e antigos engenhos de açúcar. Uma programação bem variada! É legal reservar 2 ou 3 dias pra ficar por lá.
O lado ruim de Trinidad é que ela é mega turística – enquanto você anda pelas ruas sempre tem alguém oferecendo táxi, restaurantes e até chicos para as meninas (tipo prostitutos), ou então pedindo sabonetes, canetas, fraldas, dinheiro… E como é 100% do tempo, uma hora isso enche o saco, mal dá pra você passear e curtir a cidade em paz.
Entre as cidades que visitei em Cuba, essa foi a mais cara, provavelmente por ser tão turística – a média de preço por refeição lá é de 8 CUCs em vez de 5, e é bem mais difícil encontrar uma hospedagem por 15 CUCs (fundamental pra quem tá viajando sozinha).
COMO CHEGAR
A Via Azul é a empresa de ônibus que faz as viagens para estrangeiros em Cuba. De Havana até lá são umas 5h30. Saí de Viñales (mais longe ainda, passando por Havana – o busão só sai às 7h da matina, custa 37 CUCs – uns 75 reais), a viagem deveria durar 8h30, mas levou quase 12h porque o ônibus quebrou…
Também dá pra fazer a trip em táxi coletivo – normalmente eles cobram o mesmo preço da Via Azul, mas tem que ter 4 passageiros pra fechar o carro (dá pra tentar juntar mais gente na própria estação). A agência da Cubatáxi fica junto com a da Via Azul em Viñales.
Ah, se for de busão com a Via Azul, leve uma blusa à mão, eles sempre usam o ar condicionado trincando de gelado!
ONDE FICAR
Trinidad é pequena, então não é difícil ficar em uma casa bem localizada. Fiquei na casa da Nairobis, bem legal – a família é super simpática e os quartos são espaçosos, com banheiro individual (só o colchão que achei meia boca…). Fica no Centro Histórico, perto dos principais restaurantes e bares, como a Casa de la Música. Ela pediu 20 CUCs pela diária, mas chorando consegui chegar em 15 (no dia seguinte chegaram mais pessoas e aí pude dividir o quarto, ficou 10 por cabeça).
Os almoços e jantas custam 8 CUCs (16 reais) e o café da manhã é 4 CUCs. Eles enviam alguém (bicitáxi) pra te esperar no Terminal quando você chega, mas ele cobra 3 CUCs pra te levar até a casa – e não precisa, são só 10 minutos andando.
Segue o contato: Nairobis Sanchez – 053 41 992026 – Calle Colon, 368, entre Jesus Menendez e J. A. Mella (Alameda).
COMES E BEBES
Não faltam opções de restaurantes no Centro Histórico – o chato é que é difícil escolher com tanta gente te caçando na rua pra te convencer a ir ao seu restaurante. Na maior parte dos dias comi em casa mesmo, a comida da Nairobis é bem gostosa.
Comi um dia no Sol Ananda, perto da Plaza Mayor (Calle Real, 45), que é uma casa antiga super bonita, onde hoje funciona o restaurante – é engraçado porque as mesas foram montadas espalhadas pela casa, comi no quarto, todo ambientado… A comida é deliciosa, mas não muito barata (gastei 17 CUCs, incluindo um drink).
Além dos clássicos mojito e daiquiri que você encontra em qualquer lugar, nessa região tem um drink típico: a canchanchara, feito de rum, limão, mel e açúcar. Outra opção é tomar doses puras de rum, o Añejo Especial do Havana Club é o preferido da galera.
Em Trinidad, como em toda Cuba, tem diversas cafeterias também (pequenas lanchonetes que as pessoas montam em suas casas), onde você pode comer pizzas e sandubas com tortilla (omelete) por 5 ou 10 pesos (menos de 1 real). Ao lado do Terminal da Via Azul tem uma cafeteria onde o caldo de cana (garapo) custa 1 peso (tipo R$ 0,10)! É pra se acabar!
O QUE FAZER POR LÁ
– Centro Histórico: é onde ficam as principais atrações de Trinidad, e também onde está a maior concentração de pessoas pedindo ou oferecendo coisas. A Plaza Mayor é o centro de tudo, ali fica a Casa de la Música, a Casa de la Trova (ambas são barzinhos), restaurantes, lojas de souvenir e o Museu de História, de onde se tem uma vista 360 graus da cidade (o museu fecha aos domingos). Por ali também rola uma feirinha de artesanato.
– Playa Ancón: praia linda que fica pertinho de Trinidad, a 13km. Água transparente e super tranquila, uma verdadeira piscina! Vale muito a pena passar um dia por lá. Dá pra usar os sombreros dos hoteis que tem na praia sem pagar nada, e as espreguiçadeiras custam 2 CUCs (4 reais). O bom é que dá pra ficar bem susse, o pessoal do hotel não fica tentando fazer você consumir nada, e não tem ambulantes na areia. E os preços de comes e bebes no quiosque do hotel são bem razoáveis, comi um hamburgão por 3 CUCs (uns 6 reais), bem bom.
Pra ir pra lá você pode pegar o ônibus (van) que sai da Rua Antonio Maceo (em frente a HavanaTur), custa só 2 CUCs (ida e volta), as saídas são às 9h, 11h e 13h, e as voltas às 15h, 17h e 18h. No mesmo lugar tem vários táxis oferecendo cada trecho a 5 CUCs, é uma alternativa caso você perca o busão.
Tem bastante gente que também aluga bike e vai pedalando – como é uma pernadinha embaixo do solzão forte, e a ida de busão é super barata, nesse caso a bike não é a melhor opção… Vale pelo passeio, a estrada é super bonita, mas em questão de tempo e dindin, o busão ganha!
– Área rural / Vale dos Engenhos: andando um pouco você sai do vuco-vuco do centro e chega à área rural de Trinidad – é o caminho que leva ao Vale dos Engenhos e à cachoeira. Ambos são longe e você pode ir a cavalo, fechando o passeio através de agências (como HavanaTur), através da casa onde estiver hospedado (eles sempre indicam alguém como guia, e ganham comissão em coma) ou então simplesmente andando por essa zona rural (com certeza vai aparecer alguém oferecendo o passeio – essa última é a opção mais em conta, pois você negocia direto com o guia). Também dá pra fazer o passeio de carroça, pra quem não curte ir montado a cavalo.
– Cachoeira: tem uma cachoeira bacana a umas 2h de caminhada, mas a maioria das pessoas faz o passeio a cavalo (ou com carroças), que cansa bem menos. Dá pra fechar direto com o guia por 10 CUCs, como descrito aí em cima. Fiz andando, aí paguei 5 pro guia (Jorge), mais a entrada do parque (6,5 CUCs). A cachoeira não é muito grande, mas é bonita e é uma delícia se refrescar por lá do calorão que faz em Trinidad!
Normalmente o passeio também passa por olarias, que são engenhos desativados, e pela casa de um fazendeiro (onde você toma caldo de cana e ouve ele cantar… Não cobram nada por isso, mas é bom deixar pelo menos 1 CUC).
BARES E BALADINHAS
– Casa de la Música: principal bar e ponto de encontro da galera à noite em Trinidad. É um bar aberto, não precisa pagar entrada, a galera fica sentada nas escadarias curtindo a música e alguns dançando salsa (não é exatamente um lugar pra dançar, a pista é pequena e de pedra). É um bar super turístico, quase só tem gringo, os cubanos que se vê por lá normalmente são os jineteros, em busca de algum turista endinheirado pra se dar bem… Mas é um lugar legal pra começar a night, lá pela 21h já tem bastante gente por lá.
– Disco Ayala – balada na caverna: essa balada é irada porque é dentro de uma caverna de verdade, muito show! Toca de tudo, desde reggaeton até Eu quero tchu (!), é bem turística, mas também tem cubanos por lá. O ambiente é muito legal, e a entrada é baratinha: 3 CUCs, e você ainda ganha um drink. Começa lá por meia noite, quando o esquema da Casa de la Música tá acabando. Vale ir nem que seja só pra conhecer!
DE TRINIDAD ATÉ SANTA CLARA
O ônibus da Via Azul de Trinidad até Santa Clara é na verdade uma van, e por isso tem poucos lugares – reserve antes, não deixe pra comprar na hora. Só tem saídas às 7h ou às 15h – é o mesmo ônibus que vai pra Cienfuegos (primeira parada) e também Remédios (depois de Santa Clara). Como minha ideia era passar o dia em Santa Clara e dormir já em Remédios, peguei o das 7h da matina até Santa Clara (8 CUCs, 3h de viagem).
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Se você tá pensando em ir pra Trinidad, não deixe de ir também pra Havana, a capital cubana. Leia mais sobre ela aqui.
Outra cidadezinha muito bacana, que parece uma Trinidad em miniatura (e que fica no caminho para os Cayos Cubanos) é Remédios – veja mais sobre ela aqui.
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