Mandalay, vale a pena conhecer?

Quando eu tava decidindo pra quais cidades ir no Myanmar, ouvi muita gente falando que Mandalay era dispensável. Mas quer saber? Curti bastante tudo que vi e as experiências que tive por lá! Não cortaria do roteiro não! Essa foi a cidade número 28 da Expedição Caracol – Volta ao Mundo, que foi de dez/13 a nov/14.

É bacana conhecer tanto a cidade em si como os arredores. Passei 2 dias por lá, e fiz um rolê de bike de um dia pela city, e outro de moto (na garupa, porque nem sei dirigir moto), ambos muito legais.

 

ROLÊ DE BIKE

É bem tranquilo conhecer Mandalay de bike, apesar do calorão de abril (essa é a estação quente aqui). Custa 1.500 kyats (1,5 dólares) pra alugar por um dia inteiro, baratinho.

Fiquei hospedada meio longe do centro, em uma guesthouse bem bacana (a Yoe Yoe Lay Homestay), levava uns 15 minutos pedalando até lá. A primeira parada do meu tour foi no Royal Palace, da época em que existiam reis no Myanmar (o país é uma ditadura comunista há vários anos).

Não cheguei a entrar dentro das muralhas pra não precisar pagar o ticket de 10 mil kyats (10 dólares) – você só precisa desse ticket pra ir nas pagodas mais turísticas, na maioria dos lugares a entrada é gratuita. Se quiser visitar o Royal Palace, o portão de entrada é no lado leste, e você pode entrar com a bicicleta (é uma área enorme lá dentro, um quadradão no mapa de Mandalay).

Dei toda a volta nessa área do antigo palácio (leva um tempão pra dar a volta, é enorme!) e dei um rolê por ruazinhas da cidade, com as pessoas me dando oi o tempo todo, muito bacana!

A próxima parada foi a Kuthotaw Pagoda, conhecida por ter o maior livro do mundo. Mas não é um livro normal, em papel, é uma história escrita em placas de pedra, espalhadas por essa pagoda. A entrada é gratuita.

livro escrito na pedra

E por fim fui ver o pôr do sol lá no alto do Mandalay Hill. Ele fica no norte da cidade, perto dessa pagoda, a entrada é onde você vê duas estátuas gigantes de leões. Dá pra subir a pé (leva uns 45 minutos) ou de táxi (custa 5 mil kyats pelo carro, independente de quantas pessoas, só ida). Pra ir a pé é bom chegar antes das 17h, já que o sol se põe às 18h (senão arrisca você estar no caminho quando ele se puser)! Ah, e eles tentam cobrar uma taxa de mil kyats (1 dólar) pra cada câmera e celular que você tiver. Dei uma de louca e falei que não tinha câmera… rs… Bem capaz, né!

Além desses pontos que visitei aí em cima, outros pontos turísticos do norte de Mandalay são as pagodas Sandarmmuni e a Kyauktawgyi, e o monastério Shwenandaw.

 

TOUR FORA DO EIXO TURÍSTICO

Conheci um cara muito gente fina na rodoviária de Mandalay, o Thura, que me ofereceu um tour diferente pela cidade, fora do eixo turístico e só em lugares na faixa. Curti a ideia, porque não sou fã de tours tradicionais e nem de guias turísticos, mas esse cara era muito bacana e com uma história de vida muito diferente: ele foi monge por 20 anos (!), hoje é casado, tem uma filhinha de 3 anos e já ensinou centenas de crianças pobres a falarem inglês.

E lá fomos nós no tour, que simplesmente adorei! Começamos conhecendo um lugar onde eles fazem lâminas de ouro, que os locais usam pra colocar sobre a estátua de Maharmuni enquanto fazem suas orações. O segundo lugar do tour foi exatamente a Maharmouni Pagoda, onde infelizmente as mulheres não podem chegar perto da estátua, só os homens podem colar as lâminas de ouro… Coisas do passado, ainda! A pagoda é muito bonita, e a entrada é de graça, como tudo que fizemos no tour.

Visitamos diferentes lugares onde as pessoas fazem estátuas de mármore, tapeçaria, marionetes, estátuas do Buda e uma fábrica de longees (aquela saia tradicional do Myanmar, que todo mundo usa), tudo super bem explicado pelo Thura.

fazendo lâminas de ouro
maior trampo fazer as tais lâminas!
esculpindo as estátuas de mármore
e as de barro também
Fábrica de Longees

Depois fomos visitar os arredores de Mandalay. Um lugar muito bacana pra conhecer é o Saganing Hill, uma montanha cercada de pagodas e com uma vista lindona lá do alto! Dá um suadouro subir aquelas escadarias todas, mas vale a pena! Como sempre, pra visitar as pagodas é preciso estar com os ombros e pernas cobertas (pelo menos até o joelho).

Quando saímos dali demos a maior sorte, encontramos na estrada uma cerimônia tradicional que as famílias fazem quando os meninos vão virar monges! A cerimônia é lindíssima, e ficamos acompanhando tudo de pertinho, com direito a passeata de elefante e arremesso de dinheiro pra dar sorte!

A próxima parada foi super bacana: o Thura me levou pra conhecer a casa dele e almoçar com a família! Adorei a experiência, e foi a primeira vez em que comi com as mãos, sem talheres, como eles fazem aqui no Myanmar!

Olha aí o Thura e eu comendo com a mão!

E o last stop foi em Amarapura, na famosa ponte U Bein, que segundo dizem é a maior ponte de madeira do mundo, com 1,2 km. Achei a ponte legal mas nada demais… O pôr do sol é muito bonito por lá.

Se quiser fazer o tour com o Thura quando for pra lá, super recomendo! Fiz de moto porque tava só eu, mas ele falou que faz com duas ou três pessoas também. Segue o contato dele (a internet lá é ruim, então é mais fácil ligar pra ele quando chegar em Mandalay): thurathura006@gmail.com / 09 402640706.

OBS: além desses pontos que visitei aí em cima, no sul você pode visitar o monastério Shweinbin. Nos arredores de Mandalay você ainda pode conhecer Innwa (uma ilha onde ficam os monastérios Bagaya e o Maha Aung Myae Bone Zan) e em Amarapura (além da ponte), o monastério Mahagandary (muita gente vai lá às 10h pra ver o almoço dos monges).

 

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Essa foi a cidade número 28 da Expedição Caracol – Volta ao Mundo, que foi de nov/13 a dez/14.

Carol Moreno

É mochileira, publicitária e curitibana. Já fez uma Volta ao Mundo de 404 dias e várias outras trips – muitas delas, viajando sozinha. Aqui no blog dá dicas pra te inspirar a viajar, e pra te ajudar a cair na estrada gastando pouco.

Ver Comentários

  • Carol, tenho um recado do Senhor Thura para você. Vê a sua página do face, postei lá para você!

  • Oi Carol, adorei suas dicas.
    queria conversar mais com vc.
    Já fiz Bangkok, Vietnam e Camboja.
    Agora quero fazer Chiang Mai, Chiang Rai, Miamar, cingapura e kuala lumpur e gostaria de mais dicas...

    boa sorte !!!

    • Oi Fernanda,
      Legal, ainda não conheço Cingapura e Kuala Lumpur, mas ouvi falar super bem de lá! Não sei se você viu, mas lancei recentemente um guia da Tailândia, com várias dicas de lá, vale a pena!
      bj,
      Carol

  • Oi Carol! Não consegui entrar em contado com o Sr.Thura. Como posso fazer?

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