Trekking pela Serra do Mar – Caminho do Itupava

by Carol Moreno

Se você curte caminhar pela natureza e tá pensando em vir pra Curitiba (ou mora aqui no Paraná), não deixe de fazer esse passeio!

É uma paisagem mais bonita que a outra

É uma paisagem mais bonita que a outra

O Caminho do Itupava foi a primeira ligação entre a região de Curitiba e o litoral do Paraná, e foi aberto na metade do século XVII a partir de uma trilha indígena. É uma caminhada super bacana, que pode ser feita descendo (de Quatro Barras pra Morretes) ou subindo, no sentido contrário. O desnível é de 1000m, do início ao fim da trilha.

O trilho é uma presença constante no Caminho

O trilho é uma presença constante no Caminho

O percurso tem cerca de 16 km, e leva aproximadamente 6h30 – sem contar as paradas pra descanso ou pra fazer uma boquinha! Na última vez em que fiz o caminho deu umas duas horas a mais, mas fizemos várias paradas pra fotos e lanchinho.

Galera no meio da trilha

Galera no meio da trilha

 

Tem gente que faz o caminho sozinho, ou em casal, mas o ideal é fazer em grupo – além de um poder ajudar o outro quando precisar, é mais seguro (teve uma época em que rolaram uns assaltos por lá, mas agora tá mais susse).

Caminho do Itupava

 

COMO CHEGAR (E COMO VOLTAR!)

Van: um jeito legal pra ir pra lá é juntar uma galera e alugar uma van – além de ficar barato, é prático, você pode combinar com o motorista pra te pegar no posto do IAP, perto de Porto de Cima, onde termina o caminho.

Busão: também dá pra pegar um busão até Quatro Barras, ele sai do Terminal Guadalupe, no centro de Curitiba. Quando você chegar em Quatro Barras tem que pegar o ônibus Borda do Campo até o ponto final, depois andar um pouco até o começo da trilha.

A desvantagem é que na volta você precisa caminhar uns 4 km a mais, depois do posto do IAP, por uma estradinha até Porto de Cima, onde você pode pegar um ônibus pra Morretes (que é de onde saem os ônibus pra Curitiba). É bem mais complicado, ainda mais depois de uma caminhada de várias horas…

Se for fazer o inverso (o caminho subindo), dá pra pegar um ônibus até Morretes, e ali pegar outro até Porto de Cima, e descer na Estrada das Prainhas, onde você caminha até o ponto de início da trilha.

Caminho do Itupava - ponte

Carro: se for de carro, tem que ter alguém pra te levar e buscar, senão você teria que fazer o caminho de ida e volta, pra buscar o carro em Quatro Barras. ;)

Trem: você também pode ir ou voltar de trem, mas tem poucas opções de horário e leva umas 3h entre Curitiba e Morretes – dá pra consultar o site da Serra Verde Express.

Ói, óia o trem...

Ói, óia o trem…

 

O CAMINHO

O trajeto tradicional do Caminho do Itupava é descendo, indo de Quatro Barras até Morretes (mas você também pode fazer ao contrário, subindo – é bem mais puxado, mas é bacana também).

Começo do caminho pra quem chega por Quatro Barras

Começo do caminho pra quem chega por Quatro Barras

Tchurminha animada

Tchurminha animada

É lindo demais ou não?

É lindo demais ou não?

Durante o caminho você passa por trechos calçados com pedras (que ficam bem lisas quando chove…), cruza o trilho do trem, passa pelo meio da mata da serra do mar e desce durante quase todo o tempo – haja joelho!

Trecho da trilha calçado por pedras

Trecho da trilha calçado por pedras

Mapa do caminho

Mapa do caminho

Umas duas horas depois de começar a caminhada você chega à Casa do Ipiranga – hoje na verdade são só ruínas de uma casa construída alguns anos depois da ferrovia.

Hoje o que sobrou da casa do Ipiranga são só ruínas

Hoje o que sobrou da casa do Ipiranga são só ruínas

Janela da Casa do Ipiranga emoldurando a vista

Janela da Casa do Ipiranga emoldurando a vista

Ali pertinho fica a Roda d’água (indo à direita no trilho), onde funcionava uma pequena usina hidroelétrica que abastecia a Casa do Ipiranga. Hoje é um ótimo lugar pra parar pra descansar, fazer um lanchinho e tomar um banho na piscina que o rio Ipiranga forma por ali. A água é gelada, mas o visual das cachoeiras e o banho refrescante compensam!

Cachoeirinha junto à roda d'água

Cachoeirinha junto à roda d’água

Essa piscininha é uma delícia pra tomar um banho

Essa piscininha é uma delícia pra tomar um banho

Partindo dali o caminho continua por trilhas, mas também tem a opção de seguir pelo trilho do trem – não é o recomendável, porque é perigoso quando o trem passa (tem que achar um canto longe do trilho), e ainda por cima é beeem cansativo ficar andando em cima dos dormentes (que são próximos demais para pisar um por um, mas afastados demais pra pisar em um sim, um não… aff…).

Passinhos de gueixa pelos dormentes

Passinhos de gueixa pelos dormentes

Um dos dos túneis do caminho pelo trilho

Um dos dos túneis do caminho pelo trilho

A vantagem de seguir pelo trilho é que, depois de chegar na Represa do Véu da Noiva, começa uma sequência de paisagens de tirar o fôlego! Além de vistas lindas do Pico do Marumbi, você ainda vê uma cachoeira bem lindona.

A represa é super imponente

A represa é super imponente

A cachu, poderosa!

A cachu, poderosa!

A maioria dos cenários bonitos você vê ao cruzar as várias pontes que tem no caminho – o problema é pra quem tem medo de altura, porque os dormentes são afastados, e você vê a altura em que você está o tempo todo, enquanto cruza a ponte!

O caminho pelos trilhos é cheio dessas pontes

O caminho pelos trilhos é cheio dessas pontes

 

Outro lugar bonito pra se ver é a Garganta do Diabo, um precipício com uma enorme rocha entre dois morros em forma de V, que você vê em um trecho do trilho no intervalo entre dois túneis.

A Garganta do Diabo, visual lindão

A Garganta do Diabo, visual lindão

Seja indo pelo trilho do trem ou pela trilha tradicional, você acaba chegando ao Santuário Nossa Senhora do Cadeado, de onde se tem uma vista bacana e aonde você provavelmente vai tirar uma foto dentro do buraco da fechadura. ;)

O Santuário da Nossa Senhora do Cadeado, com o buracão da fechadura

O Santuário da Nossa Senhora do Cadeado, com o buracão da fechadura

Depois do Santuário não falta muito pra terminar a trilha – e daí em diante é só descida, dá mais ou menos umas duas horas até chegar ao posto do IAP, perto de Porto de Cima (uns 4 km antes).

A trilha tem altos visus lindos

A trilha tem altos visus lindos

Se quiser saber mais sobre a história do Caminho do Itupava, dá uma olhada nesse site aqui: Alta Montanha. O site tem também uma descrição bacana do roteiro pelo caminho, vale dar uma olhada.

 

 

PRA DAR UMA IDÉIA DO TEMPO DE CAMINHADA 

tabela itupava

 

 MAPA DO CAMINHO

Tem um mapa do caminho bem legal do site Alta Montanha aqui nesse linkmapa itupava

  

O QUE LEVAR PRA TRILHA

Repelente: lá tem muuuuito mosquito!

Protetor solar

Tênis de trilha: tem vários trechos de pedras bem escorregadias

Roupa de banho e toalha: tomar um banho de rio é imperdível, principalmente se o dia estiver ensolarado!

Capa de Chuva ou anorak: chove bastante por lá, é bom prevenir.

Boné e óculos de sol

Câmera fotográfica

Lanterna: é bom pra passar nos túneis (se você for pelo trilho) e pra ter uma garantia quase escureça.

Chinelo: pra dar aquela aliviada nos pés quando terminar a trilha

Lanchinhos: pra comer durante o dia todo – sandubinhas, barrinhas de cereal, chocolatinho pra dar energia, frutas e muita água (tem alguns trechos onde dá pra reabastecer as garrafinhas com água limpinha!)

– Uma dica (que parece boba…): não esqueça de cortar as unhas do pé! O caminho é um descidão, você fica um tempão com pressão na ponta do pé…

Caminho do Itupava - ponte

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53 comments

palomalecheta 16/09/2013 - 15:58

Oi Carol, nunca achei que dava pra descer a serra a pé, muito legal! Obrigada

Reply
Carol Moreno 16/09/2013 - 17:59

Oi Paloma,
Pois é, dá sim, e é super bacana! Vale a pena!
bj

Reply
Guilherme Müller 08/11/2013 - 13:30

Valeu pelo relato do caminho, muito útil!

Reply
Carol Moreno 08/11/2013 - 17:49

Que bom que ajudou, Guilherme!
bj

Reply
Mariana 22/11/2013 - 13:11

Oi Carol!
Sou iniciante em trilhas e estou pensando em fazer o caminho do Itupava com um grupo de amigos (estes sim, mais experientes). Você acha necessário usar bota de trilha, ou pode ser de tenis mesmo? E o trajeto, exige muito preparo físico?
Obrigada!

Reply
Carol Moreno 22/11/2013 - 20:19

Oi Mariana,
Até dá pra fazer de tênis, mas tem trechos em que as pedras ficam escorregadias, então uma bota de trilha é melhor sim… Se você fizer descendo (de Piraquara pra Morretes) não é taaao puxado, se você fizer subindo (sentido contrário) tem que estar bem preparada! De qualquer maneira prepare-se para um dia todo de trilha!
Mas é muito massa!
bjs

Reply
Mariana 24/11/2013 - 08:56

Obrigada!
Decidi fazer o percurso descendo :)
Bjs

Reply
Carol Moreno 24/11/2013 - 09:46

Legal, é mais fácil mesmo! =)
bj

Reply
Bruno Martins. 29/07/2015 - 05:01

Olá Carol, obrigado pelo post, muito útil. Pretendo fazer a caminhada no sentido contrário (subindo), sabe quanto tempo mais ou menos costuma ter o passeio neste sentido? No caso, vamos ter q fazer subida e decida pq vamos de carros e motos até Morretes, pois moramos em Paranaguá. Aproveitando o comentário, vc sabe se tem algum lugar seguro e próximo do início da trilha pra deixar os carros e as motos?
Só mais uma pergunta rsrs. Precisa contratar algum guia?
Desde já, muito obrigado se puder nos ajudar com essas informações.

Reply
Carol Moreno 30/07/2015 - 21:06

Oi Bruno, tudo bem?
Não precisa contratar guia não. Já fiz o passeio subindo, não lembro exatamente quantas horas levou, mas foi um tempão, talvez umas 8 ou 9h. Vocês querem ir e voltar no mesmo dia? Acho que não vai dar tempo de fazer tudo… Vai ficar noite no meio da trilha com certeza.
Muita gente vai de carro e deixa ele estacionado no início da trilha.
bj

Reply
toselli kerkhoff 16/10/2015 - 11:07

Carol vc têm um grupo que vai de Piraquara até Morretes? como faço pra trocar umas idéias com vc, pra combinarmos de eu poder ir com vcs. me acha no face book. toselli thordenskrall kerkhoff ok.

Reply
Carol Moreno 16/10/2015 - 15:39

Oi Toselli,
Não monto grupos, quando faço trekkings normalmente vou com grupo de amigos…
bj

Reply
Mariana 08/12/2013 - 16:05

Oi Carol! Sou a Mariana do comentário ali em cima.
Queria aproveitar o espaço do seu blog pra compartilhar a minha experiência na descida do Caminho do Itupava.
Fiz a trilha ontem, dia 07/12/13. Fomos em um grupo de 11 pessoas, de ônibus, saindo do terminal do Guadalupe, como vc indicou no seu post.
Começamos a trilha as 9h.

Depois de 1km, chegamos ao acesso de uma cachoeira pequena, descemos até a cachoeira, onde já haviam mais 5 pessoas. Paramos para tirar foto e apreciar o local quando um cara chegou atirando e dando voz de assalto!!

Fomos rendidos, tivemos arma apontada para nossas cabeças, nossos pertences foram roubados. Celulares, dinheiro, relógios, câmeras e tudo de valor, tudo com muita violência. E mais um disparo, o cara queria mostrar que não estava de brincadeira.
Um dos meus amigos foi levado de refèm, com a arma apontada para a cabeça, para garantir que o assaltante não fosse seguido.
Foram momentos de desespero até acharmos nosso amigo de novo.

O pior de tudo, foi que ao retonar ao posto do IAP de Borda do Campo ninguém do IAP nos deu atenção! Só faltava o cara falar “bem feito, quem mandou ter feito a trilha?”

A PM foi chamada no local e também disseram que não podiam fazer nada além de um BO, já que “assaltos são normais na região”.
Já em Quatro Barras, a Polícia Civil riu da nossa cara e nos tratou como se nós fossemos os bandidos. Chamou os trilheiros de “piazada que não tem o que fazer”.

Não quero desincentivar a prática de trecking ou trilhas, mas alertar quem pretende ir! Cuidado! Evitem descer na primeira cachoeira do Caminho do Itupava! Essa cachoeira deixa as pessoas encurraladas e sem ter pra onde fugir! Além disso, o acesso a ela é de mata bem fechada. Façam o caminho apenas pela trilha normal.
Não desçam em dias que não há policiamento!! Conversem com o responsável do IAP antes de descer para verificar se os policiais estão de plantão (não é sempre que estão).

Dessa vez, não houve uma tragédia, apenas ferimentos leves, humilhação e danos materiais. Mas talvez o próximo grupo não tenha a mesma sorte, já que essa situação está se tornando frequente, segundo o funcionário do IAP.

Abaixo, um vídeo do momento do assalto:
https://www.youtube.com/watch?v=f0n04snQCNM

Reply
Carol Moreno 08/12/2013 - 18:17

Caramba, Mari! Já ouvi falar de assaltos tanto no Itupava como em outros lugares onde a galera faz trekking, como no Morro do Canal. Mas nunca assim tão violento, com arma e tudo! Credo! Ainda bem que não aconteceu nada contigo e com teus amigos, né!!
Obrigada por compartilhar com a gente!

Reply
Luiz 09/12/2013 - 17:28

Mariana, esta cachoeira é uma que fica seguindo pela esquerda da trilha principal?

Reply
Mariana 12/12/2013 - 21:58

Essa mesma Luiz!!!
Ela tem uma trilha única e estreita, e faz com quem quem vá até ela fique encurralado! Eu recomendo fortemente que quem vá fazer a trilha fique no caminho principal e não vai até a cachoeira! Eh muito arriscado!

Abaixo segue. A reportagem completa do assalto…
Relembrando que não havia nenhum tipo de policiamento no dia, esperamos cerca de 40min pra PM chegar no local.

http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/edicoes/v/grupo-e-assaltado-por-homem-armado-na-trilha-do-itupava/3011854/

Reply
Licht 02/06/2014 - 14:08

Se o governo não tivesse tirado o direito do cidadão andar armado para se defender, uma vez que o Estado não garante nada, queria ver um bandido pé de chinelo desse ir contra um grupo de 16 pessoas com a possibilidade de ter alguns ali no meio armados !!

Reply
Adriana 07/08/2015 - 14:31

Tentei fazer esta trilha em 2000 e fomos assaltados no começo dela…estávamos em cinco pessoas e os assaltantes apareceram em três e armados….foi horrível. Nunca mais tive coragem de ir….Triste ler nos relato que continua rolando isso nos dias de hj….

Reply
Carol Moreno 07/08/2015 - 21:40

Credo Adriana, sério? Já fui lá 3 vezes, e sempre sem problemas… :/

Reply
Andressa Alves Watanabe Schindler 17/08/2015 - 10:23

Olá!
Fui no sábado agora (15/08/2015) fazer a trilha e foi super tranquilo.
Entretanto é bom fazer esta trilha nos períodos onde grandes grupos estão descendo, assim a chance de assalto é menor.
O camilho é lindo e vale a pena… já fiz muitas vezes e sempre retorno.

Reply
Andressa Alves Watanabe Schindler 17/08/2015 - 10:30

Carol, você tem o mapa da trilha que vai de Piraquara para Morretes?
Eu fiz este caminho a mais de dez anos atrás e não lembro mais como iniciava o percurso.

Reply
Carol Moreno 18/08/2015 - 15:19

Oi Andressa,
Que bom que foi tudo tranquilo. Não tenho o mapa não…
bj

Reply
Vinicius 05/09/2015 - 23:27

Queria fazer a trilha completa, pois só fui 2 vezes, mas tenho medo de ficar perdido nessas trilhas.
Na primeira fui de Quatro Barras até a Casa do Ipiranga, acampamos na cachoeira e voltamos.
Na segunda vez eu fui de noite pela linha do trem partindo de Piraquara que levou umas 4 horas e meia de caminhada pra chegar até as rondas do Ipiranga, dormimos um pouco ali, seguimos até a Estação Véu de Noiva e depois voltamos.
Indo por Quatro Barras, o tempo é mais curto, porém é muito cansativo pra quem é sedentarista (eu), e o lado ruim é que eu não lembro o caminho que usamos naquele dia, e não quero ir com as mesmas pessoas para ficarem me chamando de fraco e me deixando pra trás novamente.
Queria conhecer tudo, mas pela linha do trem a partir da Casa do Ipiranga fica mais perigosa por causa das várias pontes e túneis em que pode ser pego por um trem em alta velocidade (os amarelos).
Alguém tem dicas para fazer a trilha sem se perder?

Reply
Carol Moreno 08/09/2015 - 19:32

Oi Vinícius,
Quando fiz a trilha sempre fui com alguém que conhecia, indo como guia, porque não é tão fácil assim de ir sozinho.
bj,
Carol

Reply
Bruno 06/10/2015 - 12:59

Olá! Sou montanhista a um tempo aqui na região mas nunca andei pelos caminhos do Itupava.
Pretendo sair de quatro barras e descer até o Marumbi em tempo ainda para voltar de trem.
Alguém sabe dizer se este planejamento é possível?
Pelo relato é possível descer pelos trilhos, isto aumenta muito o tempo total?
Alguém sabe informar com segurança o último horário de trem no Marumbi?
Abraço a todos

Reply
Carol Moreno 06/10/2015 - 14:37

Oi Bruno,
O último trem sai de Morretes às 15h, e do Marumbi às 15h40. Depende do teu ritmo de caminhada, já que a trilha é bem longa, mas teoricamente, se você começar bem cedo, dá tempo. Não sei dizer se pelos trilhos é mais rápido, acho que o tempo é parecido.
bj,
Carol

Reply
toselli kerkhoff 16/10/2015 - 17:10

olá Vinicius tudo beleza, cara tenho a mesma vontade que vc, tenho vontade de percorrer os trilhos, conhecer o pico marumbi e tudo que puder no caminho até Porto de Cima, pretendo sair do início do caminho de itupava. Parceiro aqui vai meu FACE: toselli thordenkrall kerkhoff me adiciona lá que trocamos informações e montamos uma excursão.

Reply
cleiton 06/10/2015 - 21:45

Boa noite…. Alguem vai descer sabado agora(10/10/15) Estarei indo com meu irmão. ja fizemos umas 8 vezes esse caminho e graças a Deus nunca aconteceu nada. Só conheço o caminho iniciando em quatro barras, chegando na casa do Ipiranga descemos pelos trilhos ate NS do Cadeado. Onde fica a entrada da trilha depois da casa do Ipiranga? Obrigado.

Reply
Carol Moreno 06/10/2015 - 22:45

Oi Cleiton,
Quando fiz foi com alguém guiando, não sei te dizer exatamente onde é a entrada da trilha, mas pelo que lembro tinha sinalização.
bj,
Carol

Reply
claudemir 12/10/2015 - 21:40

Boa noite Carol. Já fiz essa trilha algumas vezes, mas foi há muito tempo. Nos anos de 1990 a 1992, quando morava em Curitiba. Lendo a matéria senti saudades. Como era gostoso caminhar e acampar para nadar, comer e namorar. Creio que ainda farei essa trilha novamente. Espero que em breve. Abraço e parabéns pela matéria.

Reply
Carol Moreno 13/10/2015 - 01:12

Que legal Claudemir! Essa trilha é ótima mesmo, quando puder faça de novo sim!
bj,
Carol

Reply
alexandrems 19/10/2015 - 15:19

Acabei de fazer sábado agora (17/10/15) com o Cascavel Trekkers. Ficamos no refugio 5.13 (ótimo lugar, recomendo) na sexta e no sábado cedinho descemos pro caminho. Muita chuva, neblina, foi cansativo mas valeu a pena, espero que na próxima tenha sol e tempo aberto. Descemos a pé até Porto de Cima onde ficamos na pousada Dona Siroba (outro lugar recomendado) e voltamos no domingo com o trem até curitiba, infelizmente o tempo continuou não ajudando, mas foi divertido =]
Só fiquei decepcionado com o estado da Casa do Ipiranga, com a incompetência dos responsáveis e principalmente com a ignorância das “pessoas” que fizeram aquilo com a casa…

Reply
Carol Moreno 08/12/2015 - 13:29

Verdade, Alexandre, a Casa do Ipiranga tá bem abandonada mesmo, é uma pena… Que bom que você curtiu, mesmo com a chuva!
bj,
Carol

Reply
Lismari 13/11/2015 - 09:11

Moro em Quatro Barras há anos e a primeira vez que vou fazer a caminhada, super ansiosa, adorei as dicas e informações excelentes, Obrigada :)

Reply
Carol Moreno 17/11/2015 - 20:01

Que bom, Lismari! Depois conta como foi!
bj,
Carol

Reply
Diony 21/01/2016 - 14:40

Parabéns Carol adorei ! Mt boa o relato seu sobre o Caminha do Itupava,
Faz uns 15 anos que não vou mais, gostei mt de ter relembrado .

Reply
Carol Moreno 21/01/2016 - 14:41

que bom que você gostou, Diony!
abs,
Carol

Reply
Sofi 08/02/2016 - 23:32

Olá! Eu e meus amigos estamos combinando de fazer o caminho.. o problema é que nós não temos muuito preparo físico. Será que é muito arriscado já ir de cara nesse? (É o único caminho que achamos um jeito de ir até o começo dele)

Reply
Carol Moreno 15/02/2016 - 16:13

Oi Sofi,
Se vocês fizerem o caminho sentido Morretes é descida, não fica tão puxado não – a não ser para os joelhos… =)
bj,
Carol

Reply
Toselli Thordenskrall Kerkhoff 01/01/2017 - 17:15

TÊM QUE TER PREPARO OK PRINCIPALMENTE NO INÍCIO DO MORRO QUE DÁ ACESSO AO PÃO DE LÓ RS, DEPOIS MUITA PERNADA, 8 KM ATÉ O IPIRANGA. DO IPIRANGA ATÉ NOSSA SENHORA DO CADEADO 6 KM DA NOSSA SENHORA DO CADEADO ATÉ ESTRADA DA GRACIOSA MAIS 4, 5 KM. CURTE A PÁGINA NO FACE (CAMINHO DO ITUPAVA).

Reply
Carol Moreno 10/01/2017 - 12:25

Obrigada pelas informações!
Abs,
Carol

Guilherme 13/05/2016 - 21:27

Não é perigoso pela linha do trem, você consegue escutar uns 10 minutos antes de chegar, e a vista compensa muuuuuito!

Reply
José Francisco Rosendo de Brito 15/12/2016 - 11:53

Olá Pessoal.. Muito bacana… Vamos fazer esse caminho em família agora em Dezembro… Carol Moreno, saberia me informar qual a distância em média entre Casa do Ipiranga e a Estação Marumbi pelo fazendo o caminho pelo trilho?

Reply
Carol Moreno 23/12/2016 - 21:10

Oi José, tudo bem?
Desculpe a demora pra responder, estou viajando. Não sei te informar a distância até lá…
bj,
Carol

Reply
Toselli Thordenskrall Kerkhoff 01/01/2017 - 17:00

JOSÉ ME FALARAM QUE ERA 12 KM PELA LINHA DO TREM JÁ FIZ ESSE TRAJETO VÁRIAS VEZES MAS NÃO TENHO GPS PRA MEDIR EXATAMENTE UMA VEZ PERGUNTEI DE UM FUNCIONÁRIO DA ALL LOGÍSTICA SEGUNDO ELE ERA DE 12 KM. CURTE O (CAMINHO DO ITUPAVA) NO FACE…

Reply
Fred 10/07/2017 - 02:57

Da para fazer escala ou medir por mapa na internet !!

Reply
Elisandra 03/03/2017 - 01:14

Olá. Adorei o relato. Uma duvida: da pra fazer esse trajeto todo pela ferrovia? De cutiba a morretes? Ou Curitiba paranaguá? Outra pergunta: naquelá ponte em curva, tem espaço para caminhar ao lado do trilho? Sei que parecem perguntas absurdas, mas se puder ajudar agradeço. Bjim

Reply
Carol Moreno 03/03/2017 - 13:46

Oi Elisandra,
O trajeto completo pela ferrovia não dá, tem vários trechos onde não tem por onde passar nas laterais, e na ponte é só espaço para o trem mesmo.
bj,
Carol

Reply
Otávio Schimieguel 26/03/2017 - 16:55

Tenho 49 anos e fiz o percurso do caminho do Itupava, juntamente com meu irmão (51 anos), em outubro de 2016, em um domingo de sol e calor, mas com temperatura moderada. Iniciamos o trajeto às 8 horas da manhã. Embora não sejamos atletas, não somos pessoas sedentárias, mas confesso que o trajeto exige bastante vigor e condicionamento físico. Não recomendaria essa aventura para pessoas sedentárias, com sobrepeso ou pouco habituadas a longas caminhadas. Mesmo em dias de calor, a umidade da mata deixa as pedras redondas do caminho sempre molhadas e lisas, exigindo muito cuidado em cada passo a ser dado. É necessário um calçado com sola de material aderente e muita atenção e cuidado ao caminhar. É muito fácil escorregar ao longo de todo o trajeto. Pisar nos vãos das pedras torna a caminhada mais demorada e força bastante os joelhos e as panturrilhas.
Outro risco grande são os animais peçonhentos. Durante o trajeto, encontramos duas cobras jararacas, que passaram bem próximas aos nossos pés. A primeira, quase pisei em cima; a segunda, só a vi um pouco antes de dar o passo. Por muito pouco não fomos picados, o que poderia resultar numa tragédia, pois não havia mais ninguém na trilha, nem sinal de celular. Poderia levar várias horas até alguém chegar ao local, já que estávamos mais ou menos no meio do trajeto. E, naquele lugar, a remoção só seria possível a pé, carregando a pessoa nas costas ou em alguma maca improvisada.
Alertando ainda sobre os perigos, em alguns trechos da trilha, há bifurcações não sinalizadas. Em um ponto do trecho, logo após cruzar um riacho, havia uma continuidade da trilha logo à frente. Seguimos adiante e o caminho ia subindo em direção ao alto de um morro. Estranhamos por não haver as pedras que havia no trecho anterior, mas, como o caminho era visível, continuamos subindo. Chegando na metade do morro, pensamos que seria desastroso descer e ter que subir de novo se aquele fosse realmente o caminho certo, por isso, decidimos subir até o final, quando tivemos certeza de que era o caminho errado. Descemos então até o riacho e percebemos que o caminho certo era para o lado esquerdo, seguindo à margem do riacho, mas isso nos custou uma grande quantidade de energia, uma sobrecarga de força nas panturrilhas e um atraso de meia hora no percurso. Não havia nenhuma placa indicativa da direção naquele local.
Por fim, após sete horas de caminhada(com algumas pequenas paradas para descanso), às 15 horas, chegamos ao final do trecho. E aí ficamos sabendo que havia ainda mais um quilômetro a ser percorrido até o local onde inicia a descida do “boia-cross”, onde haveria uma Kombi que habitualmente transporta aventureiros até o rio Inhundiaquara (que fica a três quilômetros desse local), mas, naquele dia e horário, a Kombi não estava lá. Felizmente, a família que mora no local, se dispôs a chamar um táxi, que nos levou até a rodoviária de Morretes pelo valor de R$30,00. Chegando em Morretes, compramos a passagem de retorno (para as 17 horas) e fomos até um trecho do rio Inhundiaquara (meio isolado) e tomamos um banho de rio. Trocamos de roupa (lá mesmo), fizemos um lanche numa panificadora e retornamos à rodoviária, onde embarcamos para Curitiba.
Foi uma aventura e tanto. Perigosa e cansativa, mas as belezas do caminho compensaram. Alertamos, porém, a quem vai, que esteja bem ciente dos riscos e que tome os cuidados necessários. E, principalmente, que procure ir com um grupo de amigos, pois sozinho ou em dupla pode ser muito arriscado.

Otávio Schimieguel, Colombo-PR.

Reply
Carol Moreno 27/03/2017 - 14:56

Obrigada pelo relato, Otávio! É recomendável fazer esse trekking com um guia mesmo, tem pouca sinalização. E de preferência em grupos maiores mesmo.
Abs,
Carol

Reply
Eberton Silva 05/05/2017 - 09:10

Carol, para continuar a trilha é pegar a direita na casa do Ipiranga e logo terá a roda d’água, posso continuar a trilha pelos trilhos do trem ou descendo a roda dagua? n ficou claro, semana passada fiz a trilha até a roda, pra mim continuar é só ir andando nesta direção? Obrigado…

Reply
Carol Moreno 05/05/2017 - 13:57

Oi Eberton, tudo bem?
Já faz tempo que fiz a trilha e foi com guia, então não sei te dizer os detalhes. Mas tem duas possibilidades, uma é fazer o caminho todo pela trilha propriamente dita, e outra é fazer parte caminhando pelo trilho do trem.
Abs,
Carol

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