Cusco, o umbigo do mundo

by Carol Moreno

 A cidade de Cusco é maravilhosa, e é destino certo para os viajantes que vão pra Machu Picchu. Muito gostoso caminhar pelas ruas e ver todas aquelas construções super bem preservadas, carregadas de história… Adorei a Plaza de Armas, bem central, cercada pela Catedral, igrejas, bares e restaurantes, linda demais. Muito legal ficar sentada observando o movimento… Vale dar um rolê, conhecer o bairro San Blás, o Mercado Municipal, as ruelas e as pessoas de lá! Não faltam opções de coisas legais pra conhecer por lá.

 

COMO CHEGAR

Pra chegar em Cusco vindo de Copacabana, na Bolívia, precisa trocar de busão em Puno. Viagem longa, busão apertado…

As rodoviárias são bem confusas, poucas placas, ninguém explica nada direito… os busões são cheios de cholas, tem que cuidar da mochila o tempo todo…  E além da passagem, sempre tem que comprar uma tal de “Autorização de Embarque”. Fique esperto. É baratinho, mas sem ela você não entra no busão…

Quando entrar no país, evite fazer o câmbio nos postos próximos à fronteira, porque a taxa de conversão lá é pior do que nas cidades. Troque apenas o necessário.

Plaza de Armas de Cusco

Plaza de Armas à noite

ruas de Cusco

construções históricas

rolê por Cusco

 

HOSPEDAGEM

Fiquei hospedada no Hostel Coricancha mas não curti não… super cheiro de velho, barulho, colchão mole demais, vazamentos… acabei mudando para o Hostel Machu Picchu, bem bacana (tinha até um queijinho e presunto no café da manhã… rs).

 

COMES E BEBES

Para o almoço, compensa pedir o Menu del Dia, que já vem com a entrada (normalmente uma sopa), prato principal, bebida e às vezes sobremesa, por um preço bem em conta. Bem tradicional lá são as carnes de lhama e alpaca (gostosas, mas um pouco duras), a quinua (muito boa, fica ótima em sopas e risotos) e o cuy (porquinho da índia, com gosto forte pra caramba, não gostei…). As empanadas peruanas são bem diferentes das bolivianas, achei mais gostosas, não tão secas.

carne de alpaca e risoto de quinua… hummm…

Não dá pra ir embora sem provar o Pisco Sour, batida feita com o Pisco (aguardente de uva), típico do Peru (tem uma briga com o Chile, cada um dizendo que a bebida é de lá…). Uma delícia. A Cusqueña, cerveja local, é muito boa também. O refri Inka Cola tem gosto de chiclete… no Peru muitas vezes às bebidas são vendidas na temperatura ambiente, como na Bolívia… O refri até é gostoso, mas quente fica horrível!

 

BALADINHAS

Cusco tem vários bares, a grande maioria em volta da Plaza de Armas – grande parte deles dão um vale bebida na rua, pra você entrar, mas em geral não é nada muito gostoso… Não peguei altas baladas, mas fui no Mama África, o bar mais conhecido pelos turistas. O lugar até é legal, mas realmente só tem turista e a música é eclética demaaaais, uma mistura de anos 80 com tunt tunt e Dança da Manivela… affe…

Como eu queria conhecer uma baladinha típica cusquenha, pedi para o Orlando, guia da trilha, indicar um bar. Fomos no Open, muito bacana! Os peruanos dançam muito, mesmo os homens, e tiram as meninas para dançar a Kumbia, típica de lá. E a bera era gelada! Ufa!

baladinha em Cusco

 

Mas Cusco não é só isso não, tem vários passeios imperdíveis pela região – dá uma olhada aqui pra ver mais!

 

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13 comments

Cléo Peixoto 14/08/2013 - 11:10

Olá,

Tenho umas dúvida quanto a travessia La Paz > Cusco ou Copacabana > Cusco.

Vamos sair de La paz com destino à cusco… A idéia era pegar um daqueles onibus turisticos, parar em copacabana, ver a isla del sol, passar por Puno e depois pegar um onibus puno>cusco.
Mas li que a hora do onibus puno > cusco é antes do horário que os onibus chegam em puno..desse modo seria praticamente “obrigatorio” dormir em algum lugar antes de partir pra puno.

Teria como vc explicar direitinho como foi essa travessia? Tipo, horario dos onibus, preço, vc reservou as passagens antes ou comprou na hora? Estou meio perdida…

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Carol Moreno 14/08/2013 - 23:50

Oi Cléo, tudo bem?
Fiz esse trajeto também, mas aos poucos, dormi uma noite em Copacabana, uma na Isla del Sol, passei por Puno e dali fui direto pra Cusco. O primeiro trajeto, de La Paz pra Copacabana, fiz em micro ônibus;van (fechei um grupo com a galera do hostel), levou 4h. De Copacabana pra Puno peguei um busão, fui até a rodoviária de Puno e ali já peguei outro busão pra Cusco. Acho que no total foram umas 10 ou 12h de viagem… Fui pra lá em 2008, já faz tempo, então não se te dizer como estão os horários e preços dos ônibus agora…
Mas fechei tudo na hora, tranquilo. =)
bj

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Fabiana Albuquerque 25/05/2014 - 13:52

“As rodoviárias são bem confusas, poucas placas, ninguém explica nada direito… os busões são cheios de cholas, tem que cuidar da mochila o tempo todo… E além da passagem, sempre tem que comprar uma tal de “Autorização de Embarque”. Fique esperto. É baratinho, mas sem ela você não entra no busão”…

Oi Carol, tudo bem? Ano passado tive a oportunidade de fazer um mochilão de seis meses pela Bolívia e pelo Perú, no qual vivi grandes experiências. Nesse trajeto de Copacabana a Cusco passando por Puno, por exemplo, fiz duas vezes: ida e volta.
Vejo em vários blogs e lamento que alguns de nós, como brasileiros, quando nos referimos aos países mais pobres que o nosso não atentamos muito na crítica com relação a segurança, educação e falta de informações, por mais que seja com objetivo informativo, a opinião acaba deixando a visão do lugar um pouco negativa, ainda mais com opiniões generalizadas.
Entendo que cada um tem uma experiência pessoal, e essa foi a sua.
Muitos brasileiros tem medo e tem uma visão hiper distorcida de viajar pra alguns países da América Latina baseado em conceitos negativos adquiridos nas pesquisas pela internet, principalmente de blogs de viagem onde a opinião pessoal é muito mais levada em conta.
No meu caso, tive experiências totalmente positivas e que considero as cholitas ( mamitas) e os campesinos em geral, pessoas bem mais confiáveis do que um turista europeu, por exemplo. Toda regra tem sua exceção, e com os campesinos não é diferente.
Viajei em ônibus repletos de campesinos amáveis várias vezes e muitas delas sem nenhum outro estrangeiro no ônibus além de mim sozinha, onde em cada lugar fui sempre tratada ou recebida com sorrisos e bondade. Na minha experiência, e além de conviver com alguns deles no decorrer da minha viagem, o conceito é totalmente positivo.
Pedir pros leitores pra ficarem de olho na bagagem é uma boa dica, e isso vale pra qualquer lugar do mundo, até pra Paris. Mas eu me senti na obrigação de registrar minha experiência também aqui pra que não fique demais generalizada essa dica. Viajar pra Bolívia é enriquecedor, principalmente pra se abrir e deixar de lado alguns “pré conceitos” com a tradição e a população local.
Reforçando, cada experiência é particular.
Abraços e luz.

Fabiana

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Fabiana Albuquerque 25/05/2014 - 13:56

Coririgindo: Viajar pra Bolívia/Perú é enriquecedor!

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Carol Moreno 27/05/2014 - 14:42

Oi Fabiana,
Fico super feliz que tua experiência foi ótima! Não tive problema nenhum com os locais, como você leu no post, mas não dá pra negar que elas não tomam banho quase nunca, e que o cheiro é bem complicado dentro do busão!
É como você falou, os blogs trazem experiências pessoais. Mas espero que tenha ficado claro nos posts que minha experiência nessa trip foi, sim, positiva – amei os países, foi sensacional. A questão é que não posso ficar só falando das coisas boas no blog, procuro dar uma visão mais ampla, então sempre que posso cito os problemas que tive, pra poder ajudar os outros mochileiros.
Valeu pela tua opinião! Quando puder quero voltar pra lá, já faz bastante tempo que fiz essa trip, foi minha primeira mochilada!
bjs,
Carol

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