Minha primeira impressão em La Paz não foi muito boa… achei as ruas sujas, cheias de papel e lixo (parecia que tinham acontecido eleições no dia anterior…) e o trânsito super confuso. Depois que conheci melhor a cidade fui entendendo melhor como as coisas funcionam por lá.
La Paz tem vários hostels, fiquei hospedada no Copacabana e no Áustria, ambos cheio de gringos. O primeiro é mais caro (tem banheiro no quarto e café da manhã), mas no segundo rola mais interação entre os hóspedes.
Altitude
A altitude realmente é o bicho! Nunca mais tiro sarro dos jogadores de futebol que cansam rápido quando jogam em La Paz… É impressionante, você mal começa uma subidinha e o coração já tá saindo pela boca!! E não adianta nem tentar fugir das subidas, La Paz é cheia de ladeiras, e fica a quase 4 mil metros de altitude!! Além de cansar pacas, a altitude costuma causar uma baita dor de cabeça na galera.
Se for direto para um lugar assim (3.800m), tente evitar esforço físico no primeiro dia, pra dar tempo de o corpo se acostumar com a diferença. É bom também tomar chá de coca nos cafés da manhã (dê preferência ao feito com folhas, e não de saquinho, o resultado é bem melhor), ou então mascar as folhas. Se mesmo assim pintar a dor de cabeça, é legal comprar Soroche Pills, remédio para curar o “mal de soroche” (dor de cabeça causada pela altitude).
Trânsito e bagunça por todos os lados
O trânsito impressiona pela bagunça total! Tem sinaleiros e guardas de trânsito, mas os motoras fazem o que querem, e buzinam sem parar… Os carros são bem velhos, e grande parte do transporte coletivo é feito em vans, onde a galera fica pendurada na porta literalmente berrando os destinos. E os pedestres andam meio pelas ruas, porque como as mercadorias são vendidas expostas nas calçadas, quase não tem espaço pra andar… Pra atravessar a rua tem que ficar esperto, olhar para todos os lados e ir meio correndo.
Nos bairros centrais o tumulto nas ruas é bem grande, então tem que cuidar com assaltos – quase roubaram minha máquina fotográfica por lá. O negócio é não deixar nada de bobeira, guardar dinheiro, máquina e coisas de valor no fundo da mochila, e se estiver no meio do vuco vuco, usar a mocha no peito para maior segurança.
Por onde você anda encontra as “Cholas“, as bolivianas que se vestem com aquela roupa típica, chapéu, tranças compridas, saião e manto (elas carregam tudo nas costas nos mantos, até bebês!). Elas não são muito sociáveis com os turistas e não gostem que fiquem tirando fotos delas de graça, precisa pagar umas moedas para isso. Em vários ônibus da Bolívia elas viajam nos corredores (eles vendem passagem no corredor também…) – o duro é quando vão do seu lado, porque elas não tem o hábito de tomar banho diariamente…
Os ônibus de viagem geralmente atrasam, então não se espante se acontecer com você. Volta e meia saem super lotados, e não cabe tudo no bagageiro, então as cholas carregam várias coisas na parte de dentro, vira uma bagunça… e é bom sempre olhar para o bagageiro nas paradas, pra garantir que ninguém saia com sua mochila, e cuidar das coisas também dentro do busão. É meio trash mesmo…
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