Ir pro Laos e não visitar Luang Prabang é como ir pro Brasil e não visitar o Rio. Não rola, né! A cidade é uma delícia, super bonitinha, com muita natureza ao redor e com vários templos por todos os lados. Dois rios cortam a cidade, e ali pertinho ficam cachus lindas de morrer! Você também pode fazer passeios de elefante, e conhecer o povo super simples e querido de lá!
O Laos não é tão conhecido como a Tailândia, então muita gente acaba passando as férias só no país vizinho. Mas olha, vou te falar, apesar de não ser tão turístico (ou talvez por isso mesmo!), é sensacional! Não deixe de incluir ele no teu roteiro quando for para o sudeste asiático!
Essa foi a cidade número 17 da Volta ao Mundo – Expedição Caracol, que vai até nov/14. E aí, se animou a conhecer Luang Prabang? Partiu? Olha só o que tem pra fazer por lá:
CACHOEIRA KUANG SI
Essa cachu é linda demais da conta! É completamente imperdível! Ela fica a 30 km de Luang Prabang, e você pode ir pra lá de moto, bike, tuk tuk ou num tour de alguma agência.
A maioria das agências levam o povo pra lá no começo da tarde, então é melhor ir de manhã, pra não pegar o lugar muito tumultuado. Acabei chegando na metade da tarde, porque dormi a manhã toda… rs…
Fui de moto (na garupa, na real, uns amigos eslovenos alugaram duas motos e fui com eles), e levou meia hora pra chegar até lá – a maior parte do caminho é asfaltada, susse, só tem zilhões de curvas. A locação da moto por 24h saiu 130 mil kips (uns 39 reais) – bem cara se comparada com Vang Vieng e com o norte da Tailândia, mas aí podíamos ir na hora em que quiséssemos, né! No caminho você passa por várias vilazinhas, pode ir parando pra conhecer, se quiser.
Se for de tuk tuk, custa 180 mil kips o carro todo – quanto mais pessoas você conseguir juntar na hora, melhor, porque aí o preço fica bem mais em conta! Esse preço inclui ida e volta (o motorista fica te esperando na cachu, mas é com tempo marcado). Também dá pra ir de bike, mas é bem longinho, cheio de subidas e descidas, e com solão na cabeça!
A entrada custa 20 mil kips (uns 6 reais), e mais 2 mil de estacionamento se for de moto. Eles chamam esse passeio de trekking, mas é uma caminhada super susse, fui com um tênis mega velho e liso, é muito tranquilo.
Assim que você começa a caminhar, depois de passar por um mini zoo com ursos, você já chega na primeira área pra banho da cachu. Aí vai subindo pela trilha lateral, vendo várias pequenas quedas d’água, até chegar na cachoeira grandona, que é lindona! Nessa maior cachu não dá pra tomar banho, mas tem várias áreas onde dá pra dar um tibum. A caminhada toda não leva mais do que 15 minutos!
Aí se estiver animado pra andar, como a gente estava, você pode continuar subindo e ir lá pro alto do morro, no topo da cachu, atravessar e descer pelo lado contrário. É um subidão do cão, mas o bom é que depois disso você fica com tanto calor, que nem acha tão gelada a água quando entra!
Você pode ficar lá na cachu quanto tempo quiser, aproveitando o dia (ou, se for de tuk tuk, quanto tempo combinar com o motorista)!
CACHOEIRA TAD SAE
Essa outra cachu não é tão procurada, tem bem menos turistas por lá. Ela fica mais perto de Luang Prabang, a 17 km, e você pode ir pra lá do mesmo jeito que na outra – bike, moto, tuk tuk ou agência. Muitas agências oferecem a ida até essa cachu junto com o passeio de elefante.
Se for por conta, de moto ou bike, é melhor ir perguntando pelo caminho, porque tem pouquíssima sinalização mostrando como chegar lá! A entrada custa 15 mil kips (4,50 reais) e mais 5 mil de estacionamento (se for de moto). Ah, e você tem que pegar um barco pra chegar nesse lugar – você vai de moto, bike ou etc até a vila Tad Sae, e ali tem que pegar esse barco pra chegar até o “parque” onde fica a cachu. São mais 10 mil pelo barco (ida e volta). Resumindo, é mais cara que a outra!
A caminhada pra chegar até a cachoeira é tranquila, dá uns 10 minutos andando só, bem susse. Aí é só aproveitar pra se refrescar nas águas geladas! Quando fui, os meninos acharam que tava muito fria e não entraram… Eu, claro, não posso deixar passar nenhuma aguinha sem dar um mergulho, mesmo que esteja gelada.. kkk
Esse parque onde fica a cachu tem uma boa estrutura, e oferece passeios e banhos com os elefantes também – mas achei meio sem graça, você fica ali no meio da galera, não vai pro meio do mato, e dá só uma voltinha curta com os elefantes… Achei que vale a pena fazer um passeio mais roots com os bichos! Mas você pode comprar um cacho de bananas por 5 mil kips (tipo 1,50 reais) e ficar dando de comer pros elefantes! Eles comem pra carai!
NIGHT MARKET
Esse mercadão é super legal, adorei! Ele acontece todos os dias a partir de umas seis da tarde, e vai até dez da noite, na rua principal do centro. Tem vários tipos de artesanatos, souvenirs, roupas, acessórios, de um tudo! E claro que você pode (e deve) negociar os preços. O legal é que é muito tranquilo, ninguém fica berrando e te chamando pra comprar, você consegue ver tudo com calma, é ótimo! E os preços são bem bons, achei mais barato que a Tailândia. Comprei uma calça por 12 reais e shorts por 5 reais!
Ali do ladinho fica o Food Market, um lugar pra comer super bem, e baratinho! Tem um buffet grandão onde você se serve quanto quiser, por 10 mil kips (uns 3 reais)! Só não inclui carne, você pode comprar espetinhos de frango ou porco por mais 10 mil ou 15 mil. Comi lá todas as noites…
MONTE PHOUSI
Esse monte fica bem no meio do centro da cidade, e lá em cima tem um templo bem grandão, não tem como não ver! São mais de 300 degraus pra subir, mas é bem susse, e a vista lá do alto é sensacional! Não dá pra perder.
A entrada custa 20 mil kips (uns 6 reais), e você pode aproveitar pra visitar o templo, ver as imagens do Buda, a pequena caverna, a marca do pé do Buda, e ainda ver o pôr do sol lá de cima.
RONDA DAS ALMAS
Todos os dias, entre 5h30 e 6h da manhã, os monges ficam na rua principal pedindo comida para as pessoas – é só essa a comida que eles vão comer durante o dia. Se conseguir acordar tão cedo, vale ver a Ronda das Almas, e aproveitar pra ajudar os monges. O ruim é que já virou atração turística, então tem vários vendedores que ficam oferecendo comida para você comprar para dar para eles, e muitos turistas sem noção enfiando a câmera na cara dos monges pra tirar fotos…
PASSEIO DE ELEFANTE
Depois de dois meses e meio na Ásia, finalmente fiz o passeio de elefante! Deixei pra fazer no Laos, apesar de a Tailândia oferecer o tour em várias cidades também, porque tinha ouvido falar que no Laos o esquema era mais roots. E adorei!
Tem várias opções de tours, algumas incluindo apenas o passeio em cima do elefante, outras incluindo o banho no rio, e outras onde você pode acompanhar o processo de treinamento de elefantes (Mahout).
Pra saber tudo sobre como é passear de elefante, veja esse outro post aqui.
BANHO DE RIO COM AS CRIANÇAS
Quer uma coisa gratuita e super legal pra fazer por lá? Vá no rio Nam Kam, perto da ponte, e fique lá tomando banho de rio e brincando com as crianças! Foi uma das coisas mais legais que já fiz! As crianças não falavam nada de inglês, claro, mas a gente conseguiu se entender super bem com elas, e ficamos brincando um monte, fazendo as pedrinhas quicarem na água, descendo a correnteza do rio, e até de guerrinha de alga! Haha… Nada como voltar a ser criança novamente! Essa história virou até tema da coluna sobre a Volta ao Mundo, olha ela aqui nesse link!
OUTROS TOURS
As agências de Luang Prabang oferecem trocentas opções de tours: caiaque, trekking de vários dias, bicicleta, escalada, cavernas, conhecer as vilas vizinhas… Aí vai do teu gosto, e do dindin, porque de passeio em passeio você acaba gastando uma graninha, né!
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Essa foi a cidade número 17 da Volta ao Mundo – Expedição Caracol, que vai até nov/14. Pra ver também as dicas práticas sobre Luang Prabang, se liga nesse outro post aqui.


























17 comments
Carol, quantos dias são necessários para ficar em Luang Prabang? Eu tinha separado só 1 dia inteiro e dormir lá pra no dia seguinte seguir viagem para Van Vieng. Mas acho que o bom seriam 2 dias né?
Isso, te respondi no outro post, minha sugestão são pelo menos 3, tem muita coisa pra fazer por lá! Mas se não puder, no mínimo 2!
bj
Seus posts são bem chatos e inúteis, desculpa a sinceridade
Então não leia, uai
Fiquei pensando, se você ficou tanto tempo na Ásia e conversava muito com as pessoas por lá… Quantas línguas você fala? kkkkk
Falo 3, Val, mas por lá me virava só com o inglês mesmo!
bj
Oi Carol! Muito bom o post!
Queria saber… quanto tempo voce passou no Laos? Vou com uma amiga e preciso planejar quanto tempo em cada país…
Foi suficiente?
Beijo (;
Oi Renata, tudo bem?
Que bom que você curtiu! Olha, apesar de o Laos não ser tão pequeno, não são muitas as cidades mais visitadas. Eu fiquei dez dias por lá, entre Luang Prabang, Vang Vieng e Nong Kiaw (uma vilazinha), e só passei por Vientiane. Tem também 4 mil ilhas, no sul, que não cheguei a conhecer. Achei que foi tempo suficiente sim! Quando for calcular o teu roteiro, leve em conta os tempos de deslocamentos – as estradas do Laos são terríveis!! rs…
O roteiro tá publicado aqui no blog, se quiser ver. E se for reservar as hospedagens, aproveita e dá uma ajudinha pro blog! Reservando através dos banners do Booking.com que estão por aqui ou nesse link https://www.booking.com/?aid=373793, você me ajuda e não paga nada mais por isso. =)
bj,
Carol
Oie!! Estou indo pra Tailandia agora em Janeiro, vamos passar 20 dias. Nosso roteiro é Bangkok – CHiang Mai – Railay – Koh phi phi e Koh Tao. Estamos pensando em trocar Chiang Mai por Luang Prabang, você acha que vale a pena? Ficaríamos 3 dias lá…
Oi Ingrid, tudo bem?
Teu roteiro tá bacana. Se vão passar 20 dias acho que vale mais a pena ficar só na Tailândia mesmo, Chiang Mais é top. Aliás, tenho aqui no blog o Guia de Mochilão pela Tailândia, com tudo que você precisa saber pra ir pra lá. Dá uma olhada aqui: https://www.mochilaotrips.com/guia-de-mochilao-pela-tailandia/.
bj,
Carol
Legal.Me ajudou muito mais que o guia da Lonely Planet.
Em Janeiro irei reproduzir todo o seu passeio.
Ao contrário do rapaz ai em cima, achei suas dicas muito úteis.
Abs
Que bom, Paulo! Fico feliz em saber disso!
abs,
Carol