Mar azul, mesquitas e cogumelos

por Carol Moreno

(Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 14/05/14 – semana 25).

Indonésia - Gili TrawanganSabe quando você gosta tanto de um lugar que não quer mais sair de lá? Pois é, foi exatamente assim que me senti nas Gili Islands, umas ilhotas lindas na Indonésia. Minha ideia era passar uns 3 ou 4 dias, mas acabei ficando quase duas semanas!

As ilhas são tão pequenas que na maior delas você leva só 1h30 pra dar a volta toda a pé! Não tem carros, o único “stress” que você tem por lá é ficar desviando das carroças e bicicletas, que estão por todo lado. A população das Gilis é muçulmana, então é um contraste doido ver as turistas andando de biquíni enquanto as locais cobrem até a cabeça com um véu, e ouvir cinco vezes por dia as orações vindo das mesquitas em uma ilha onde os bares tem até shakes de cogumelo no cardápio!

Indonésia - Gili TrawanganE acabei ficando mais tempo por um desses acasos de viagem – quando cheguei na Indonésia queria dividir o táxi do aeroporto com alguém, pra ficar mais barato, e acabei dividindo com  uma austríaca bem gente fina. E um dia andando em Gili T acabei encontrando com ela por acaso – e não é que ela me convidou pra ficar na casa dela? Que beleza, pude passar vários dias por lá me sentindo em casa e sem pagar nada! Muito bom fazer amigos!

Indonésia - Gili TrawanganMas todo carnaval tem seu fim, e claro que uma hora tive que deixar as Gilis pra trás e voltar pra Bali. E óbvio que tive que fazer isso com emoção, né! Quando cheguei em Bali já era noite, e eu tinha que achar a casa de um amigo do Couchsurfing. Achei que ia ser susse, eu tava com o endereço anotadinho, mas eu esqueci um mero detalhe: a lógica indonésia é algo que não se aprende em um mês… haha…

Cheguei na rua da casa dele e fiquei procurando o tal número 12. Achei o 10, o 18, e fiquei indo e voltando que nem barata tonta, carregando a mochilona nas costas, parando em tudo que é lugar e pedindo ajuda pra encontrar o número. Mostrava o endereço, e como as pessoas não falavam inglês, ficavam me olhando com um ponto de interrogação na fuça. Olhavam pro nome da rua e diziam que era aquela mesma… Ah vá, sério? Mas quem diz que entendiam o que eu queria dizer quando apontava pro número??

Indonésia - Gili TrawanganDepois de muito um carro parou e uma mulher me emprestou o celular pra eu ligar pro meu amigo, que foi me buscar. E olha a doideira, a casa dele ficava a uma meia hora andando dali! Só na nossa lógica mesmo que o número 12 deveria estar em algum lugar entre o 10 e o 18! Porque, né!

Só sendo indonésio pra entender a lógica… O povo daqui tem seu próprio estilo, mas é mega tranquilo e simpático – tanto que quando tava tentando me virar com os busões, um cara resolveu me ajudar e ficou me acompanhando pelo caminho quase uma tarde inteira, trocando de busão comigo, me ensinando a usar a Kombi gratuita e até discutindo com o taxista (e eu só olhando aquela discussão doida, sem entender nada)! Só porque queria fazer novos amigos! E bem agora que tô pegando o jeitinho de lidar com os indonésios, já tô nos meus últimos dias por aqui… Mas tudo bem, em breve vão rolar novas aventuras, dessa vez pela Índia!

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Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 14/05/14 – semana 25.

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1 comentário

Lucas Coelho 16/05/2014 - 10:20

que chiq!

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