(Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 09/04/14 – semana 20).
Imagine que você está em um restaurante, e do nada alguém começa a mandar beijinhos pro garçon. Estranho? Não se você estiver no Myanmar! Esse é o jeito deles para chamar a atenção de alguém.
E essa é só uma das particularidades desse país tão diferente do nosso. Um costume deles é mascar um tipo de folha com tabaco, e faz parte do processo ficar cuspindo uma gosma vermelha no chão! Os homens fazem tanto isso que a maioria deles têm os dentes todos zoados, manchados de vermelho!
Outra coisa diferente é que eles costumam comer com as mãos, sem usar talheres, e uma comida beeem apimentada! É meio estranho no começo, mas você acaba se acostumando e se sentindo uma criança, fazendo a maior lambança!
Como comentei na semana passada, todos os homens andam de saia longa, e as mulheres também. É um tipo especial chamado Longee, muito tradicional por aqui – tanto que você vê pouquíssimos locais usando calça, e praticamente nenhum usando shorts. Pra não ficar por fora, entrei na onda e só ando de calça ou saia longa, mesmo no calorão de 40 graus!
A pasta amarela que as mulheres usam no rosto se chama Tanaka, e é tipo um cosmético pra se proteger do sol e pra deixar a pele bonita. Deve funcionar, mas a maioria delas não fica assim tão bonita usando a Tanaka espalhada de qualquer jeito na cara!
E uma coisa que me impressionou muito é como as pessoas aqui são simpáticas e felizes! Mesmo tendo tão pouco (a maioria é bem pobre), eles passam uma energia tão boa que não tem como você não se encantar!
Viajar por aqui é uma experiência – você nunca sabe quanto tempo a viagem vai levar! Fui de Mandalay pra Bagan de ônibus, e me disseram que a trip levaria 8 horas, mas na verdade levou metade disso. A doideira dessa história é que o motorista não gosta de falar quanto tempo a viagem vai levar porque eles acreditam que atrai maus espíritos!
E logo que o ônibus chegou em Bagan avisaram que os estrangeiros tinham que pagar uma taxa de entrada na cidade, de 15 dólares. Já tinha ouvido falar disso, mas como é uma facada resolvi tentar dar o migué – fiquei me enrolando no busão e não paguei a tal da taxa. Achei que fossem pedir pra apresentar o comprovante em algum momento, mas nos dias em que passei por lá só me pediram uma única vez, e dei o miguezão de novo! Só no jeitinho brasileiro pra economizar… rs…
Falando em Bagan, a cidade é simplesmente sensacional! Tem mais de dois mil templos budistas espalhados por uma região sem nenhuma outra construção, só os templos lindíssimos mesmo!
E num calorão de 40 graus (com sensação térmica de 47!), minha diversão era pedalar minha magrela pelas ruazinhas de terra e areião, descobrindo templos diferentes daqueles onde a turistada vai, e tentando encontrar escadarias escondidas nos templos pra poder subir e ter uma vista massa da região! Suadouro que valeu a pena!
—————
Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 09/04/14 – semana 20.




1 comentário
[…] viajando. O da Índia, por exemplo, eu tirei em Bali; o do Irã, em Istambul; os do Vietnam e do Myanmar, em […]