(Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 21/05/14 – semana 26).
Tem lugares do mundo que automaticamente lembram alguma coisa, né? Suíça lembra chocolate, Alemanha lembra cerveja, Argentina lembra tango… E Indonésia lembra surf! Como eu tava por lá, nada mais lógico do que surfar, não?
Seria, se eu soubesse! Não sei se você vai lembrar, mas em uma das primeiras colunas, quando contei sobre a minha tentativa de patinar no gelo, comentei que sempre fui um zero à esquerda em qualquer esporte onde você tem que ficar em pé e se equilibrar. Nunca andei de roller, nem de skate, nunca esquiei, ou fiz sandboard… E claro, nunca surfei!
Mas como nunca é tarde pra aprender, resolvi meter as caras e fazer umas aulinhas de surf em uma das escolas de Bali, a Dekom Surf. O meu instrutor era um ser extremamente calmo e atencioso – ainda bem, senão acho que ele tinha me esganado!
Tudo porque, por mais que eu tentasse fazer tudo exatamente como ele explicou, tentando subir na prancha no momento certo, e mesmo com ele me colocando na onda, ainda assim eu parecia um dragão de komodo tentando surfar… E o pior é que ficava vendo umas japonesas que tavam aprendendo conseguindo ficar de pé, e eu não… Ninguém merece, né, japas melhores que brazucas no surf!
Depois de muitos pacotes, joelho ralado e trocentos roxos na perna, consegui ficar de pé… Por uns 3 segundos! O suficiente para o fotógrafo fazer umas fotinhos e parecer que eu realmente consegui surfar! Mas palhaçadas à parte, foi muito divertido, e um fechamento com chave de ouro para os meus dias de Indonésia!
Porque agora o buraco é mais embaixo, meu amigo. Nada mais de praias paradisíacas, peixinhos coloridos e terraços de arroz. Agora tô num lugar muito mais pirado, caótico, barulhento, sujo, fervoroso, com um milhão de gente em tudo que é lugar, com vacas andando pelo meio da rua, e mesmo assim, sensacional: a Índia!
Cheguei aqui há pouco tempo, mas em dois dias já dá pra uma boa ideia do que me espera pela frente – principalmente sendo mulher e viajando sozinha! Como o sexo é um assunto muito reprimido na Índia, muita gente casa sem nunca ter feito nada com a namorada, e tem muita homarada frustrada por lá. O resultado é que parece que nunca viram mulher na frente, ficam te encarando um monte, bem desconfortável! E olha que eu tô andando comportadinha, cobertinha, nada de ombros ou joelho de fora!
Aproveitando que eu tô com a pele bronzeada, resolvi tentar parecer indiana, e comprei roupas bem no estilo delas, pra ver se consigo passar mais despercebida! Se vai funcionar ainda não sei, mas sei que foi engraçado ter que comprar roupas combinando – o tom da blusa tem que combinar com a calça e com o lenço, nada das roupas coloridas e descombinadas a que tô acostumada!
E pra ajudar, tá um calorão do djanho, sol sem trégua, mais de quarenta graus na sombra, sem vento nenhum! É, se eu não derreter por aqui, vou poder contar mais histórias sobre essa doideira da Índia na próxima semana!
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Coluna sobre a Volta ao Mundo – Expedição Caracol publicada nos jornais Tribuna do Paraná e Paraná Online em 21/05/14 – semana 26.

3 comments
Carol, vc ficou uma graça vestida de indiana! Essa coisa do assédio masculino na Índia realmente é um problema, né? Uma amiga minha foi sozinha para a Índia no ano passado, e como ela é loira (assim como eu), decidiu passar um tonalizante bem escuro no cabelo para tentar passar despercebida! Ainda bem que vc não precisa apelar para esse truque, né? Mas é uma boa dica!
Bjs!
haha… Verdade, Bruna! Pelo menos meu cabelo é castanho, mas tá mais claro por causa do sol, não pareço muito indiana, não… rs…
bj