Gosta de aventura? Então o Petar é pra você! Cavernas, cachoeiras, bóia cross, rafting… E esse post aqui é sobre o que fazer por lá.
O Petar oferece várias opções de passeios, mas é preciso fechar com uma agência (é obrigatório fazer os passeios com guia – você passa por um posto de controle em cada núcleo). Tem várias opções de agências – fiz com a Cave Atlântica, que fica no Bairro da Serra. O Agnaldo, dono da agência, é muito atencioso e gente fina! O guia João Neguinho então, nem se fala! Uma figuraça! Divertidíssimo fazer as trilhas com ele! Altos causos… rs…
Vale a pena reservar os passeios com antecedência, principalmente se você for em um feriado. O número de visitantes por dia é restrito.
Uma dica é pedir lanche de trilha na sua pousada (em média 10 reais), pois normalmente não tem onde comprar durante os passeios.
Normalmente as agências fecham o passeio com duas ou três “atrações” por dia. Como o Petar é bem turístico, e muitas cavernas são pequenas, às vezes é preciso ficar esperando os outros grupos terminarem o passeio antes de poder fazer o seu.
NÚCLEO SANTANA – Cavernas Santana, Morro Preto e Couto
O primeiro núcleo que conheci foi o Santana, que é o mais visitado (e também o mais light), e o que tem melhor estrutura, como área de camping e banheiros. Fica a 3 km do Bairro da Serra, e é dali que saem as trilhas para as cavernas Santana, Morro Preto, Couto, Água Suja e cachoeiras Andorinhas, Betarizinho e Couto. Conheci as cavernas Santana, Morro Preto e Couto (+ cachoeira). Vale a pena conhecer essas cavernas no primeiro dia, e depois ir aumentando a aventura nos outros dias.
A Caverna Santana é bonita pelas suas formações rochosas, tem altas formas muito loucas que surgiram de estalactites, estalagmites, colunas, cortinas e afins, bem bacana. É nessa caverna que se encontra o salão Taqueopa, considerado o mais ornamentado do mundo. É a segunda maior caverna de São Paulo. Bem bonita de se ver, e bem tranquila para visitar.




A Caverna Morro Preto tem uma entrada bem linda, e tem um salãozão enorme lá dentro. É bem bacana de ver e fotografar a boca da caverna, olhando de dentro pra fora a partir do mirante.
A Caverna do Couto tem uma entrada bem pequena, mas lá dentro ela é espaçosa. A saída é pelos “fundos”, no meio da mata, bem bacana. A Cachoeira do Couto é formada pelas águas que saem da caverna, e é uma ótima opção para um banho na piscina natural.



Pra visitar essas três cavernas é bem tranqüilo, não exige grande esforço e você nem se molha. Fica só na vontade pro dia seguinte…
NÚCLEO OURO GROSSO – Cavernas Ouro Grosso, Alambari de Baixo e Bóia Cross
Esse núcleo já é “com emoção”. A principal caverna é a Ouro Grosso, lá dentro tem várias cachoeiras, muito legal. Ela é conhecida por “caverna adrenalina” – dá pra ver já na entrada, você se sente entrando em uma gaiolinha de levar cachorro no veterinário… rs… Tem vários trechos mais espremidos, mas o esforço vale a pena. Muito dez entrar embaixo das cachoeiras dentro da caverna, e sentir a força daquela água gelaaaaaada!
Outra caverna muito legal desse núcleo é a Alambari de Baixo. Pra chegar lá é preciso caminhar por uma trilha por uns 50 minutos. Nessa caverna você fica quase o tempo todo dentro da água, mega gelada também. Tem até uma cordinha pra guiar o caminho. Tem trechos em que fiquei com água no queixo! Muito legal, altas fotos massa!



Mais um passeio bem legal pra fazer nesse núcleo: o Bóia Cross no rio Bethary. Você fica deitado de bruços na bóia (câmara de pneu de caminhão, amarrada em forma de oito), de frente para o sentido da corredeira, e ajuda o movimento com os braços. Tem trechos muito legais, onde pega uma boa velocidade. E tem até alguns lugares onde você pode ficar curtindo várias vezes, saindo e voltando do rio.
OUTROS PASSEIOS
Outras opções de cavernas e passeios bem legais são a Casa de Pedra (maior boca de caverna do mundo, a cerca de 250m de altura! O passeio leva o dia todo. Essa vou fazer em uma próxima oportunidade!), Caverna Teminina (fica no Núcleo Caboclos, mais afastado, com caminhada + puxada), Trilha do Bethary (que segue margeando o Rio Bethary até a nascente), Cascading, Rapel… A região tem também vários quilombos, mas a visitação é bem restrita.
CAVERNA DO DIABO – Eldorado
No caminho de ida ou volta para a Rod. Régis Bitencourt (BR 116) você passa por Eldorado, onde fica a Caverna do Diabo. Se for visitar, sugiro que faça isso na ida, porque depois de ver as cavernas do Petar, essa fica totalmente sem graça… Daria até pra ir de salto alto… rs… É tudo pavimentado, com corrimões e iluminação artificial – é bonito, mas não se compara ao Petar!
OBS GERAIS
– No Bairro da Serra não tem sinal de celular.
– Em Iporanga só tem um caixa eletrônico, do Banco do Brasil. No Bairro da Serra não tem bancos.
– Em Iporanga só tem um posto de gasolina (e no Bairro da Serra, nenhum).
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Vai para o Petar? Veja aqui todas as opções de hospedagem em Iporanga.












6 comments
Adorei seu relato. Gostaria de saber quanto tempo leva para fazer a trilha do núleo do ouro grosso. Chega a ser um dia inteiro ou até umas 14hs já estamos de volta? Obrigada
Oi Thainá,
Não lembro exatamente quanto era o tempo de duração, mas fiz essa e mais umas duas em meio dia.
bj,
Carol
Quantos dias voce recomenda pra conhecer essa região. grata, aguardo. excelente relato, so faltou essa infomação…
Oi Priscila, tudo bem?
Eu passei 2 dias por lá, mas se tiver 3 ou 4 é melhor, pra ter tempo de conhecer mais coisas.
bj,
Carol
Tem local para armazenar a mochila quando vai atravessar a caverna dentro da água? Precisa levar outro tênis tb?
Oi Renata, tudo bem?
Você não entra com o corpo todo dentro da água, dá pra levar alguma coisa na mão (eu levei a câmera na época, não tinha gopro). Quando fui não tinha um lugar específico pra guardar a mochila, mas dá pra deixar por lá enquanto faz a parte da água.
bj,
Carol