A maior queda longitudinal do mundo: Salto Moconá / Yucumã

by Carol Moreno

Como conhecer o Salto Moconá (ou Yucumã) na fronteira do Brasil com a Argentina

Guest post feito por Fernanda Ostan. Fernanda e João conheceram a cidade de El Soberbio e o Salto Moconá em fevereiro/2020. São um casal animado em conhecer lugares, sabores e culturas diferentes, compartilhando, além do amor, a vontade de trazer novas histórias na bagagem.

Moramos em Curitiba e resolvemos no feriado de carnaval conhecer o Salto Moconá / Yucumã, a maior queda longitudinal do mundo que fica no Parque Estadual do Turvo (Rio Grande do Sul) e tem 1.800 metros de extensão. Decidimos por este destino porque queríamos estar perto da natureza e acertamos a escolha!

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Pesquisamos bastante pela internet, encontramos muita informação pela metade ou nem encontramos. Em resumo, o rio Uruguai faz a divisa entre os países (Argentina e Brasil) e a falha geológica no seu leito proporciona a formação de uma queda batizada com nomes diferentes em cada um dos países: Salto Yucumã (nome no Brasil) e de Salto Moconá (nome na Argentina).

Acontece que a estrutura do lado brasileiro, segundo relatos na internet, não é das melhores, então optamos nos hospedar no país vizinho e de quebra aproveitar que o REAL está valorizado frente a moeda deles. Levamos alguns dólares, cartão de crédito e reais. Os dólares nem usamos pois o real foi aceito em todos os lugares.

Dica: lembre de levar notas baixas e dinheiro trocado, senão seu troco será em Peso Argentino.

Saímos de Curitiba de carro na sexta às 18h e neste dia dormimos em Chapecó. No dia seguinte continuamos a viagem, toda em pista simples. Tivemos um compromisso familiar na cidade de Três de Maio que nos fez desviar um pouco do caminho até nosso destino final. De Três de Maio seguimos para El Soberbio.

TRAVESSIA DE BALSA PARA O LADO ARGENTINO

Quando decidimos nosso roteiro, optamos pela travessia de balsa entre os países por ser mais prático e rápido até nosso hotel. O objetivo era também evitar andar muito de carro dentro da Argentina, para evitar alguma fiscalização, multa ou dor de cabeça desnecessária. Mesmo assim é necessário levar os itens de segurança. Nós levamos 2 triângulos, 2 coletes sinalizadores, cambão, 1 extintor, fizemos a carta verde e levamos 1 kit primeiro socorros.

Aguardávamos pelo último horário da balsa (17h15min) de sábado e quase não conseguimos embarcar. Havia muitos carros na nossa frente e a balsa é pequena. Detalhe importante: no domingo a balsa não funcionaria. Portanto, chegue antecipado se não quiser se decepcionar e estragar seus planos da trip.

Ainda do lado brasileiro Brasil, um pouco antes de fazer a travessia, existem lugares que vendem a carta verde, caso você precise deste serviço..

Entramos na fila de carros e de pessoas, apresentamos nossos documentos em um controle de acesso e lá cobraram R$15 a taxa do carro + R$ 10 para cada pessoa. Entramos na balsa atravessamos super rápido porque é bem curto o trajeto. Chegando no outro lado é preciso sair do carro e registrar a entrada no país vizinho. Como meu RG tinha mais de 10 anos, levei o passaporte mesmo pra não ter problema. Tudo certo, seguimos viagem até aí já havíamos rodado uns 760 quilômetros.

SALTO MOCONÁ – PASSEIO DE BARCO E TRILHAS NO PARQUE MOCONÁ

Na Argentina usamos o mapa offline já com o trajeto ativado desde o Brasil e isso foi fundamental para encontrarmos o caminho até o hotel. Ficamos em um Lodge que ficava a uns 15 minutos da fronteira. Tranquilo de achar. Jantamos no centrinho, às margens do rio. Por do sol bonito, tratamento agradável.

No domingo de manhã saímos em direção ao Parque Moconá, cerca de uns 60 km de onde estávamos hospedados. A estrada pista simples não foi um problema, asfalto em bom estado. Chegando no parque pagamos em reais a taxa de R$ 33 (preço convertido segundo a cotação do dia), lá dentro há estacionamento amplo.

O parque possui 2 trilhas fáceis de fazer (trilha do xaxim e a trilha da gruta) além de opção de passeio em barco para observar os saltos. Também tem um restaurante e um centro de informações.

Após estacionar o carro providenciamos a compra dos tickets que custou R$ 60 reais por pessoa para o passeio em barco para ver o Salto Moconá. Seguimos em direção ao local de embarque e nossa espera foi de uns 40 minutos. Não vi acessibilidade no parque. É um local com uma natureza bonita e bem cuidada.

Foram 20 minutos de passeio em um barco que cabiam 10 pessoas. Por ser uma época de boa altura para observação das quedas, a paisagem estava linda. Este é um passeio que depende exclusivamente do nível do rio. Quanto menos chuva, mais altos os saltos. Quando chove muito ou abrem uma represa rio acima, o nível sobe e os saltos vão sumindo.

Chegamos às 15h para comer no restaurante do parque e não havia quase opção. Explicaram que o estoque de comida é pequeno e neste horário já havia pouca opção.

As trilhas foram gostosas de fazer, a maioria do trajeto era plano, uma de 1000m e a outra 1300m. Todos os funcionários do parque entendem o português então não há problema com o idioma.

Terminamos os passeios e na estrada de volta existe um local bem recomendado chamado Reserva Yasi-Yateré. Provamos os sucos das frutas do local, compramos óleos essenciais. Quem já conheceu as trilhas deste local /jardim botânico disse que gostou muito do que viu, o passeio é pago e guiado.

MAIS INFOS, DICAS E A VOLTA PRA CASA

No feriado também fizemos um passeio de caiaque em um arroio (afluente) do rio Uruguai, com o Maxi. Foi bem legal. O contato do rapaz é: Maximilian Schnusrbus – m.schnurbus@directbox.com – whatsapp: 0054 93755 30 3785

Passeio de caiaque

Os restaurantes indicados pelo pessoal do hotel foram: Becon e Lurnes

A cidade de El Soberbio é pequena e com pouca infraestrutura. Mas aproveite também os mercados por lá: Tem o 5 hermanos e o Ceferino. Achamos os preços do 5 hemanos melhores. Eu comprei alfajor, vinhos e azeitona.

Na terça-feira começamos nosso trajeto de retorno e chegamos em Curitiba às 23h45. Do lado do Brasil chovia muito, as estradas estavam péssimas  (transbrasiliana). Chegamos à noite em Curitiba com a sensação de que o passeio todo valeu muito a pena.

Adoramos o passeio e dividimos aqui com todos vocês, leitores do Mochilão Trips. Abraços! Boa sorte!

GASTOS DA VIAGEM

Gastos: R$ 14,20 x 2 = Pedágio ida e volta na Lapa

Hotel casal em Chapecó (2): R$ 124,00

Gasolina: R$ 427

Almoço Posto 74 (2): R$ 53,00

Balsa Argentina – Brasil ida e volta (2): R$ 70,00

Hospedagem em El Soberbio varia conforme o local que você escolher

Jantar (2): R$ 47,00

Entrada no parque Moconá (2): R$ 33,00

Passeio em barco (2): R$ 120,00

Almoço Moconá (2): R$ 44,00

2 horas e meia de passeio em caiaque (2): R$ 150,00

Compras no Yasi Yateré: R$ 85,00

Taxa prefeitura El Soberbio (exigida na saída): R$ 10,00

Almoço, águas, gelo retorno: R$ 87,00

Dica: aqui tem umas fotos do parque – Mocona Parque Provincial Mocona

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