Yangon é muitas vezes a porta de entrada para o Myanmar. A antiga capital é uma cidade interessante, principalmente se for a tua primeira nesse país, como foi o meu caso!
Meu principal passatempo era andar pelas ruas e ficar observando esse povo tão simpático e conversador, vendo a mistura de budistas, muçulmanos e hindus, as casas detonadas depois de anos de regime comunista, e a doideira de barbantes pendurados nas janelas pra facilitar as compras, sem precisar sair de casa! Essa foi a cidade número 27 da Expedição Caracol – Volta ao Mundo, que vai até nov/14.
O QUE FAZER POR LÁ
O lugar mais bacana pra conhecer em Yangon é a ShweDagon Pagoda, que é um templo dourado lindíssimo e gigante! Eu fui pra lá sem esperar muito, e me impressionei com o lugar!
Essa pagoda fica a uns 40 minutos andando desde a Sule Pagoda (no centro), e a entrada custa 8.000 kyats (8 dólares). Pra visitar tem que estar vestida “decentemente”, cobrindo os ombros e as pernas no mínimo até os joelhos. Fui lá sem planejar, quando tava dando um rolê pela cidade, e tava usando shorts e blusa de alcinha. O resultado? Só fiasco… rs… Olha a história nesse post aqui!
Vale a pena reservar umas duas ou três horas pra passar nessa pagoda. O lugar é bonito demais, tem um templo mais lindo que o outro, e é bem comum você ver por lá as cerimônias que as famílias fazem quando seus filhos vão virar monges.
A história da ShweDagon é bem interessante. O Buda (príncipe Siddhartha) foi visitado por dois mercadores birmaneses, e em troca dos presentes que recebeu deu 8 fios de cabelo para eles como uma benção. Os irmãos presentearam o rei com os fios de cabelo do Buda, e ele resolveu construir a pagoda em sua homenagem, juntando os fios a relíquias de Budas anteriores. A altura original da pagoda era 66 pés, mas reinado após reinado os reis foram aumentando o seu tamanho, até chegar aos atuais 326 pés de altura (quase 100 metros). A pagoda tem mais de 3 mil sinos de ouro, quase 80 mil diamantes e outras pedras preciosas.
Outros lugares que você pode conhecer em um rolê por Yangon são as várias pagodas espalhadas pela cidade – a Sule Pagoda fica bem no centro, é uma boa opção.
E ali pertinho fica um parque chamado Maha Bandoola Garden, bonito e um bom lugar pra relaxar na sombra.
Pra fazer umas comprinhas você pode ir até o mercadão Bogyoke, que fica a uns 15 minutos do centro (andando). E pra uma boquinha, a China Town oferece várias opções de comidinhas, em restaurantes e nas ruas.
ONDE FICAR
Fiquei em uma guesthouse mega simples, mas foi a opção mais barata que encontrei. É a Maha Bandoola, que fica do ladinho da Sule Pagoda, no centro (rua 32, quase esquina com a rua Maha Bandoola).
Eles têm quartos duplos por 12 dólares, single por 6 e dormitório por 4 dólares (todos com banheiro compartilhado), o que é um preço mega barato para os padrões do Myanmar! O problema é que eles nunca tem quarto individual disponível, e o dorm é só pra 4 ou 5 pessoas, então normalmente tá lotado! Sem falar que se você não perguntar pelo dorm, eles nem te dão essa opção!
Tive que pegar um quarto duplo, que era a única opção disponível. Como eu tava sozinha e não apareceu ninguém pra dividir o quarto, negociei o valor pra 10 doletas. O quarto é ultra mega simples, meia boca mas dá pra encarar. O ruim é que é tudo meio aberto, então era foda dormir com a pernilongada me devorando a noite toda! E acordar com a barulheira no meio da rua, porque fica bem numa rua movimentada do centro! Ah, e o dorm não é nem um quarto, é uma área aberta no final do corredor, com colchões lado a lado no chão! Por isso é tão barato!
Pra ver outras opções de hotéis em Yangon, dá pra acessar o site Rumbo e ver as opções disponíveis.
COMO CHEGAR
Você até pode entrar no Myanmar por terra, vindo da Tailândia, mas parece que é meio complicado. Acabei comprando uma passagem pela AirAsia, que tem preços bem bons saindo de Bangkok. O vôo leva 1h30, rapidinho, e sai do aeroporto Don Mueang em Bkk. Minha passagem (ida e volta) saiu por 230 reais, já com taxas do aeroporto e da mochila (em voos low cost você sempre tem que pagar pra levar a mala ou mochila).
O aeroporto fica a uns 45 minutos do centro, bem longe. O preço do táxi até lá é 8 mil kyats (8 dólares), o melhor é tentar achar mais gente pra dividir. Se for em duas pessoas, fica 5 mil por cabeça, e se for em três, 3.500 pra cada (contas loucas do Myanmar)! E apesar de terem me dito no aeroporto que não tem ônibus que vai pro centro, é mentira! Conheci gente que pegou um busão até a Sule Pagoda (número 21, se não me engano), e custou uns 500 kyats só.
ATÉ MANDALAY
De busão até Mandalay são 8h de viagem, com várias saídas durante todo o dia. Pra não chegar no meio da madruga, o melhor é pegar o último ônibus, às 22h, que chega às 6h da manhã. A passagem custa 10.500 kyats no busão normal (10,50 dólares), ou 15 mil no VIP (peguei o normal, óbvio)!
A rodoviária fica longe do centro, a mais ou menos 1h30 dali, indo de transporte coletivo. Você pode pegar o ônibus azul 43 ao lado da Sule Pagoda – antes de entrar confirme com o cobrador se ele vai mesmo até a rodoviária (Aung Min Galar). E não é muito fácil se fazer entender no busão, difícil achar alguém que fale inglês! Esse busão até a rodovs custou 500 kyats (50 cents de dólar).




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Essa foi a cidade número 27 da Expedição Caracol – Volta ao Mundo, que vai até nov/14.
*Post com publicidade






















3 comentários
Olá Carol, parabéns pelo blog. Queria fazer uma correção. Desde 2006 a capital de Myanmar não é mais Yangon e sim Naypyidaw. Um abraço.
Opa, verdade Karine! Vou corrigir lá no post, valeu! Esse Myanmar já teve tantas capitais… haha…
bj
[…] em Yangon, durante o Festival das Águas, como é chamada a celebração do ano novo budista. E com um […]