Guest Post feito por Isabela Cristina e Leonardo Franceschi, a convite do Mochilão Trips.
Olá Pessoal,
Eu e meu namorado Leonardo fomos para Bali em Abril desse ano, e recebemos o convite especial da Carol para contar um pouquinho das nossas aventuras aqui no Blog, quanta honra! Obrigada Carol!!!
Demoramos um pouco para montar o post porque resumir 28 dias intensos em alguns parágrafos não foi fácil, espero que curtam e se empolguem para colocar a Indonésia na lista de próximos destinos.
Chegar até a Indonésia não é rápido, do outro lado do mundo, ela é composta por mais de 10.000 ilhas, a capital é Jakarta e a ilha mais famosa pelo turismo é sem dúvida Bali, nosso primeiro e principal destino.
Voando foram mais de 24 horas além das conexões e do fuso, 11 horas à frente do Brasil.
Voamos pela Emirates Airlines de Curitiba a Kuala Lumpur na Malásia, com escalas no Galeão e Dubai. O avião é muito bom e o serviço de bordo também, com várias opções de entretenimento individuais, somente o espaço que é sempre bastante limitado na classe econômica. Mas no geral passar 14 horas no trecho Rio-Dubai não foi tão pesado quanto embarcar para mais 7 horas, Dubai-Kuala Lumpur. De Kuala Lumpur para Bali nos faltava apenas mais um voo de 3 horas, que compramos com outra cia aérea, a Air Asia, uma cia low fare enorme na Ásia.
O preço da passagem foi muito bom, porém aqui vão dicas importantes quando se considera voar com esse tipo de empresa:
- Checar se o aeroporto ou terminal é o mesmo do outro voo. No nosso caso eram terminais diferentes, tivemos que pegar um taxi de 30 usd que não estavam nos planos, além do deslocamento e da quase 1 hora que nos tomou. Por sorte tínhamos tempo sobrando.
- Pensar bem na compra da franquia de bagagens. Essas cias cobram a parte o valor para a bagagem geralmente por kg. Calcule bem o quanto vai trazer, porque o excesso é algo em torno de 16 usd por quilo que devem ser pagos em dinheiro no check-in. Tivemos que baldear algumas peças de roupa de uma mala pra outra pra acertar.
- Deixar um tempo confortável para essa conexão, pois imprevistos podem acontecer, como demora nas bagagens, tempo na imigração ou mesmo aeroportos gigantes com free shops encantadores… hehehe
PRIMEIRA SEMANA
Chegando a Bali é necessário comprar o visto ainda no aeroporto antes da imigração em um guichê a parte. Ele custa 25 usd e tem validade de 30 dias. Chegamos às 2 da manhã de terça-feira, dois dias depois do embarque no Brasil e pegamos a van do hotel que estava nos esperando (USD 25,00).
Fomos direto para Uluwatu, região sul de Bali, menos urbanizada e famosa por ser perto dos melhores picos de surf. Ficamos os dois primeiros dias no Hotel Mamo (USD 49,00 diária) muito bom e bem localizado. Dele dá pra ir a pé até a praia de Uluwatu e chegar rápido aos melhores picos da região.
Para os outros seis dias da primeira semana alugamos um quarto em uma pousada familiar ainda em Uluwatu, onde pagávamos USD 15,00 por dia. Por esse preço tínhamos ventilador e banheiro privativo, porém sem água quente nem café da manha. Normalmente o café e demais refeições custavam em torno de 5,00 dólares por pessoa, e por 10 dólares podia-se comer nos melhores restaurantes da região.
Nossa rotina era basicamente alugar uma moto (USD 5,00 /dia) e desbravar as praias e ondas. Nessa região as praias são de costões rochosos com longas escadarias até a base e em algumas não há nem areia para chegar ao mar.
Nosso foco principal eram as ondas perfeitas que quebram em cima do fundo de corais, conhecemos cinco delas, Bingin, GreenBalls, Uluwatu, Impossibles e Balangan, mas existem mais de 10 ondas nessa região, e apesar de não ser a melhor época para o surf ainda assim, eram impressionantes.
SEGUNDA SEMANA
Na segunda semana decidimos sair para explorar as ilhas próximas a Bali, fomos até Kuta comprar o ticket do barco para essa viagem, achamos que encontraríamos uma agencia de turismo, mas os tickets são vendidos em “banquinhas” na rua mesmo.
Compramos um ticket do Scott Speed Boat com os trajetos Bali-Nusa Lembongan, Nusa Lembongan-Guili Trawagan, Guili Trawagan-Bali. Um dos únicos que faz esse trajeto, geralmente eles vendem separados os trechos. A saída era de Sanur e os tickets davam direito ao pick-up em Uluwatu, o que pra nós foi ótimo, pois é quase 1 hora de viagem de carro.
Escolhemos os hotéis logo que chegamos às ilhas, o que não foi difícil, vários tinham disponibilidade e os preços variavam de acordo com a estrutura, de hotéis de luxo e bangalôs a pequenos hostels.
Passamos dois dias em Nusa Lembongam, passeando, descansando, comendo, e desbravando algumas praias de moto. Agendamos um snorkel para ver as arraias, mas no dia o tempo não colaborou e acabamos cancelando.
Depois seguimos para Guilli Trawagan, ilha minúscula onde não existem carros ou motos, todos andam a pé, de bicicleta ou em charretes. Fomos atrás da hospedagem lá, e como em Nusa Lembongan existem as mais variadas opções.
Por ser uma ilha mais afastada os preços são um pouco maiores que em Bali e acabamos ficando num quarto de uma pousada pequena de um dono local, tínhamos ar condicionado por 35 usd a diária, sem café da manha.
Se você optar pelas pousadas cujos donos são “western” (como um local nos comentou), o preço vai ser maior, mas em contra partida são hotéis mais luxuosos e geralmente com piscina. Mas piscina mesmo é o mar, azul muito claro com um fundo de coral claro assim como a areia.
A ilha é bem turística e feita para relaxar, não há muito que fazer além de curtir a praia, o calor, snorkeling e diving, e existem varias opções para esses programas. O passeio de snorkel é organizado pelos locais, e o mergulho com cilindro pelos estrangeiros, que ali são muitos.
Uma diferença interessante que vimos em Guilli T é que os locais são muçulmanos, diferente de Bali com a sua maioria Hindu, e todos os dias as 5 da manhã os dizeres nos auto falantes da ilha não nos deixavam esquecer esse detalhe… hehe…
Escolhemos fazer o mergulho de cilindro, muito divertido e barato, em torno de 60 usd por um dia, pode-se fazer o curso inicial de três dias reconhecido internacionalmente por 100 usd. As empresas são muito bem estruturadas, com instrutores internacionais e vale muito a pena pra quem curte. A água é transparente, uma diversidade marinha enorme e bons equipamentos, super recomendamos!
Além disso, é legal também alugar uma bike e dar a volta na ilha, ir curtir o pôr do sol do outro lado dela, e jantar num dos vários restaurantes que oferecem o churrasco ou kebab.
TERCEIRA SEMANA
Na terceira semana fomos para a ilha de Jawa num lugar conhecido como G-land, o paraíso pra quem surfa, e também pra quem acompanha. Deixo essa parte para o Leonardo detalhar pra vocês:
Para G-land é necessário fechar um pacote com os Surf Camps locais, que podem ser de 3, 6 ou 9 dias no meio da floresta. Os pacotes incluem a travessia em “speed boat”, estadia em quartos coletivos ou bungalows, as 3 refeições bem reforçadas e algumas cervejas.
Saímos de Uluwatu (sul de Bali) bem cedo, muito antes de o sol nascer e fomos para Kuta, onde iríamos pegar o barco para a ilha de Jawa. Esta viagem de barco levou aproximadamente 2 horas até nosso destino final: G-Land.
Chegando lá fomos recepcionados pelos funcionários do surfcamp e levados em uma espécie de trator com caçamba até nosso destino. Tudo em G-land está ali por um único motivo, a onda que quebra em uma bancada rasa de corais e que se estende por mais de 1 km com ondas quebrando em diversas sessões. Como nessa empreitada apenas eu surfava, acabamos ficando em um bangalô com ar condicionado e TV via satélite.
Basicamente, os hóspedes do surf camp são surfistas do sexo masculino e, no período em que estivemos lá, a idade média era de aproximadamente 40 anos. Australianos, havaianos, americanos, ingleses, peruanos e até mesmo russos, em G-land existem surfistas do mundo inteiro que buscam esta experiência única.
O clima entre os frequentadores deste paraíso é de muito respeito e amizade, tanto dentro como fora da água. Os funcionários são muito atenciosos e a comida e serviços são muito bons. E foi nesse clima que ficamos 6 dias no meio da floresta!
Nossa rotina era basicamente a mesma, acordávamos, tomávamos café, olhávamos a tábua de marés, conferíamos as condições do vento e eu partia pro surf enquanto a Isa aproveitava para ler um livro assistir uma TV ou descansar mais um pouco. Depois de 2 horas e pouco de surf pela manha eu retornava e nós almoçávamos para a tarde dar mais uma surfada (quando a maré permitia) ou passear pela praia e pelos corais expostos pela maré seca.
No pôr do sol nos reuníamos em frente a praia para o “Bintang Time” que era o momento de tomar uma cerveja com os demais hóspedes do surf camp e conversar sobre tudo, inclusive sobre o dia de surf. Mais tarde o jantar era servido, sempre no mesmo horário, com todos os hóspedes presentes e com uma música típica da cultura indonésia.
Posso dizer que esses 6 dias foram muito intensos e uma experiência única, tanto para mim como surfista de fim de semana, quanto para a Isa que nunca tinha visto nada parecido com o astral do lugar, dos frequentadores e como toda aquela mobilização e deslumbre por causa de uma onda.
QUARTA SEMANA
A última semana passamos em Kuta e tudo o que fizemos foi comprar, comer, andar e dar uma de turista tradicional. Fizemos o que todos os turistas fazem, reservamos um motorista, com o hotel mesmo, para passar o dia com a gente levando aos pontos turísticos ao redor da ilha, custa em média 60 usd para o dia inteiro em um carro exclusivo.
Conhecemos como são feitas as pinturas do Batik (um lenço típico deles), as peças de prata, as esculturas em madeira, além de conhecer os vulcões, os campos de arroz verticais, e mais alguns templos com macacos e construções impressionantes, realmente uma ilha mística e bonita.
Além desse passeio fizemos compras, muitas compras, a região central tem várias lojas, outlets, surfshops e restaurantes. Dá pra se divertir e comprar bastante roupa, para quem curte esse estilo, além de cangas e souvenirs variados. A dica é deixar pra comprar no centro e mais no fim da viagem, e, claro, barganhar, quanto mais peças maior a barganha e ir insistindo que uma hora eles cedem, claro que não se deve falar um preço muito baixo, senão acabam ofendidos.
No último dia relaxamos com uma bela e barata massagem nas pernas (depois que descobrimos a massagem não paramos mais de fazer), arrumamos as malas e demos um jeito de fechá-las com todas as compras, e por sua vez enfrentar a volta que seguiu da mesma maneira da ida sem nenhum problema.
Muito divertido, diferente e impressionante, pela cultura, belezas naturais e pelo povo. Vale a pena conhecer o outro lado do mundo, a Indonésia, suas tradições e paisagens!
Espero que tenham curtido, fica o nosso contato caso queiram detalhes de hotéis, transporte ou qualquer outra informação.
Estamos preparando um vídeo da viagem, assim que estiver pronto compartilhamos, espero que gostem!
Um abraço!!
Isa e Léo
Os autores desse post, Isabela Cristina e Leonardo Franceschi, são namorados, residem e trabalham na cidade de Curitiba – PR e entre as suas paixões estão: viagens de fim de semana, esportes ao ar livre, praia, montanha, fotografia, belas paisagens entre várias outras coisas!
contato: is_bela@hotmail.com e donarleo1@hotmail.com
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Guest Post feito por Isabela Cristina e Leonardo Franceschi, a convite do Mochilão Trips.
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28 comments
Que massa essa trip, hein? :D
Demais, né, Gustavo! Super inspiradora!! =)
Curti demais, viagem de várias vidas, valew as dicas… já vou falar com a gata pra nos preparar.
Massa essa trip, né? =)
ola,isabela….pretendo viajar a bali agora em outubro…mas tenho 1 duvida…com quantos kgs de bagagem posso entrar em bali???preciso saber,pois antes de bali vou a índia…obrigada….
Olá Heloísa, tudo bem?
O volume da bagagem depende do voo e da Cia aérea. Normalmente para voos internacionais tradicionais são 2 bagagem de 32 kg cada, mas como tomamos um voo menor com uma cia low fare vindo de Kuala Lumpur, os volumes eram diferentes. A que utilizamos foi a Air Asia (www.airasia.com) e na hora de comprar a passagem você seleciona quanto de bagagem (em kg) vai levar. Fizemos uma conta de acordo com o peso que íamos levar e já contando com a estimativa de quantos kg iriamos sair de Bali para não pagar um valor extra por excesso de peso (que é bastante caro).
abraço,
Isa e Leo
Bom dia Isa e leo
quanto foi aproximado o custo da viagem toda?
estou querendo ir pra tailandia e fazer um tour em bali…
obrigado
abs
Davidson
Olá Davidson,
Apesar de Bali ser um local muito turístico, você encontra boas opções de estadia e alimentação a preços justos. Tirando o custo da passagem aérea que custou (na promoção) USD 1.500,00 até Bali, para passar os 28 dias explorando a região e fazendo vários passeios e compras, gastamos aproximadamente UDS 35,00 por pessoa.
Abraços!
$35,00?
$350,00?
OU
$3.500,00?
Oi Daniel,
Pelo que o Leo respondeu, foram 35 dólares por dia por pessoa.
bj,
Carol
Cara adorei a trip de vcs. Eu e a minha esposa estamos planejando uma viajem para a Ásia com escala em Bali. Gostaria de saber se em Bali posso alugar uma prancha de surf, pois devido estarmos vindo de outras regiões asiáticas ficará inviável levar a prancha daqui do Brasil.
Olá Igor!
Em Kuta (centro de Bali) existem várias lojas de surf locais onde você pode alugar pranchas. Na beira da Praia em Kuta os locais também alugam pranchas, mas se for surfar mais ao sul de Bali o interessante é alugar em Kuta mesmo!
Abraço;
ola qual os tamanhos de prancha que voce usou por lá
Oi Cesar,
Quem escreveu esse post foi o Leonardo Donar – é um guest post, não tenho a informação sobre o tamanho da prancha que ele usou.
abs,
Carol
Olá Isa e Leo! Tava procurando informações no google e achei esse post de vocês! Muito bom!!! Estou indo agora em maio/abril com meu noivo e mais 2 casais para lá! Alias, tb sou de Curitiba! Em que época vocês foram? Não achei essa info… Isa, muito punk g land pra mulher? E que não surfa? Viram os dragões de komodo em Java? Beijooos
Boa tarde!! muito legal as informações de Bali, estou indo dia 18 e ficarei em Sanur, la tem prancha de surf para alugar? e passeios a ilhas proximas a Bali podemos comprar em Sanur mesmo? Angelo
Olá,
Gostaria de saber qual foi o custo do barco que fez os trajetos Bali-Nusa Lembongan, Nusa Lembongan-Guili Trawagan, Guili Trawagan-Bali?
Obrigado,
Fábio Wagner
Oi Fabio, tudo bem?
De Gili até Bali paguei uns vinte e poucos dólares. Pra andar entre as gilis é barato, uns 3 dólares.
bj,
Carol
Certo, e de Nusa para Bali lembras quanto foi?
Oi Fabio,
Não sei te dizer, não fui pra Nusa, só o Leo e a Isa foram. Mas deve ser algo nessa faixa de preço da ida pra Gili.
bj
E os 6 dias em G-land no surf camp?? Qual foi o custo por favor??
Boa noite, estou planejando essa viagem para julho do ano que vem com minha namorada e eis que encontro esse post, curti muito as informações. Parabéns. Uma dúvida, em Bali vocês pagaram tudo em usd ?
Oi Patrick, tudo bem?
A moeda lá em Bali é a Rúpia, poucos lugares aceitam dólares. Você pode trocar em casas de câmbio ou sacar em ATMs em moeda local.
bj,
Carol
Cara muito boa as dicas , e o vídeo ficou show de bola! Parabéns!
Gostaria de fazer exatamente esta viagem, porém uma pergunta…levar minha filha de 7 anos?…Observando que terei que optar por mais estrutura de logística…mas qual a sua opinião sobre. Obrigado!
Oi Felipe,
É possível sim. Pra quem não surfa e vai aos surfing camps, não tem muito o que fazer além de relaxar e pegar um sol enquanto o pessoal surfa, mas é possível.
Bj,
Carol
ps sobre o post anterior…eu minha esposa e minha filha de 7 anos