Pokhara é a segunda maior cidade do Nepal, e é linda! Ela não se parece em nada com Kathmandu, é muito mais tranquila, e limpa! Rs… Ela é bem turística, praticamente todo mundo que vai pro Nepal acaba passando uns dias em Pokhara pra dar um relax ou pra fazer um trekking, já que ela é a cidade base pra fazer o ABC (Annapurna Base Camp) e outros trekkings pelas montanhas da região.
O QUE FAZER EM POKHARA
– Lago Phewa: Pokhara tem um lago bem lindão na região do Lake Side, que é onde quase todo mundo se hospeda. Uma das coisas mais legais pra fazer por lá é dar um rolê no lago, seja de barco ou a pé, em volta dele.
O passeio de barco leva uma hora, dividi com dois amigos e pagamos 150 rúpias cada (1,5 dólares), barateza. Outra opção é alugar um caiaque (paguei 250 rúpias, 2,5 dólares, por uma hora) e ficar se divertindo remando pelo lago. E, claro, ficar passeando pela orla e curtindo os visus lindões!
– World Peace Stupa: essa estupa (espécie de templo budista) fica no alto de um morro e é lindona – sem falar na vista que se tem lá do alto! Quando o tempo está bom, você consegue até ver os Himalaias, formando uma moldura e tanto para o lago!
O que muita gente faz é um passeio de táxi, incluindo a estupa e mais alguns lugares: uma vila de refugiados tibetanos, uma cachoeira e uma caverna, que fica ao lado da cachu. Não achei a cachu e a caverna nada demais, na verdade, o principal mesmo é ir até a estupa! Dividi o táxi com dois amigos, e ficou 500 rúpias por cabeça (5 dólares).
Outra alternativa é pegar um barco (ou caiaque), cruzar o rio e fazer um trekking morro acima até lá. Não cheguei a fazer essa opção, mas acho que é uma boa (e com certeza, muito mais barata)!
– Paragliding: Pokhara é um destino bem conhecido pra fazer Paragliding. Tem várias agências espalhadas pelas ruas, oferecendo o voo duplo e cursos. Acabei não fazendo porque era meio caro (como sempre são essas coisas, né!), mas acho que deve ser bem bacana voar por lá – principalmente se você for na alta temporada (set/nov), quando tem boa visibilidade dos Himalaias!
– Sarankot: esse é um morro que fica pertinho de Pokhara, de onde se tem uma vista bem linda da cidade. Muita gente vai pra lá pra ver o sol nascer – tem que acordar bem cedão pra fazer isso!
– Comprar roupas e acessórios de aventura: Pokhara é o canal pra comprar artigos pra trekking e esportes de aventura! Você também encontra várias lojas em Kathmandu, mas preferi Pokhara pra comprinhas, porque os vendedores não ficam forçando a barra quando você vai nas lojas, é bem mais susse que Kathmandu!
Dá pra comprar produtos originais (tem uma loja bem grande da North Face na principal avenida), mas quase todo mundo compra os fakes mesmo. E tem vários tipos de falsifiqs, alguns bem podrões e outros bem bons!
Pra conseguir diferenciar, uma dica é olhar a logomarca – se nem ela tiver sido bem feita, desencana que é furada! Outra dica é observar a costura – é normalmente nesse ponto que as falsificações falham, fazem costuras podres, muito na borda. E outra coisa, é legal olhar várias lojas antes de escolher o que comprar, assim você treina teu olho e aprende a diferenciar a boa da má falsificação! Rs… Ah, e ouvi dizer que os sapatos/tênis não são bons, que não vale a pena comprar…
Em breve vai sair um post sobre o trekking no Annapurna Base Camp, com dicas sobre o que comprar/levar para o trekking.
Tem várias opções legais de trekking pela região de Pokhara. O mais conhecido de todos é o ABC – Annapurna Base Camp, que leva 10 dias – em breve tudo sobre esse trekking sensacional aqui no blog.
Outras opções são o Poon Hill, que leva 4 ou 5 dias (os primeiros 2 ou 3 dias passam pelo mesmo trajeto do ABC), o Machhapuchhre (Fishtail), que leva 10 dias, o Dhaulagiri e o Manaslu (o round trekking leva 14 dias em cada).
Pra fazer qualquer trekking você tem que pagar uma taxa para o governo (TIMS) e outra de permit, que valem por um mês e custam 3.200 rúpias no total (32 dólares, bem salgado)! Você pode fechar os trekkings com agência (com tudo incluído), ou contratar um guia. Também dá pra ir por conta, sem guia mesmo, o caminho é bem identificado – e qualquer coisa dá pra ir perguntando para os moradores pelo caminho.
Não sei sobre os outros, mas o ABC passa por caminhos cheios de guesthouses, então você não precisa se preocupar em levar barraca nem coisas pra preparar o rango (se bem que é bom levar bolachas e outros beliscos, tudo é muito caro pelo caminho)!
Ah, e tem um morro que fica perto de Pokhara, o Dhampus (1.650m), onde você pode fazer o trekking no dia mesmo, em um bate e volta – pra fazer esse não precisa pagar o TIMS e o permit.



















2 comments
Nossa que relato incrível!
Adoro seu blog. Estou pensando em ir par ao Nepal ano que vem. Essa sua trip foi antes ou depois do terremoto? Será que está tudo ok para o turismo por lá novamente?
abraços!
Oi Daniela,
Foi antes. Pokhara foi bem pouco afetada pelo terremoto, mas mesmo Kathmandu pode ser visitada sim.
bj,
Carol