Trekking sensacional até o Inle Lake

by Carol Moreno

Se você for para o Myanmar e estiver planejando ir até o Inle Lake, não deixe de incluir esse trekking no teu roteiro! É simplesmente sensacional, muito mais legal que o Inle Lake em sim! Pelo menos foi o que eu achei!

Foto: Hiro Kenji

Foto: Hiro Kenji

Você passa por cenários lindíssimos e super diferentes em cada dia, e dorme em vilazinhas minúsculas, sem energia elétrica mas com moradores super queridos e simpáticos! É uma experiência única!

Mas não se assuste pelo fato de ser 3 dias – é um trekking mega susse, praticamente uma caminhada, com poucas subidas, e muitas paradas pra descanso pelo caminho. Dá pra fazer mesmo se você estiver fora de forma!

Então vamos começar essa história do começo?

 

ONDE COMEÇA O TREKKING

O trekking começa em Kalaw, uma cidadezinha bem simpática e nada turística – a não ser pelos turistas que vão pra lá pra fazer o trekking, e que na maior parte das vezes só ficam umas horinhas na city. Essa foi a cidade número 30 da Volta ao Mundo – Expedição Caracol, que vai até nov/14.

 

KALAW? O QUE TEM PRA FAZER POR LÁ?

Myanmar - Kalaw (2)A cidade é pequena e não tem muitas atrações turísticas mesmo! O legal lá é ficar andando pelas ruas, cumprimentando os locais, que são super simpáticos, dar um rolê no mercadão central e ficar descobrindo lugares legais pra tirar umas fotinhos!

Fui pra lá saindo de Bagan, o busão levou 7h de viagem e chegou às 2h da madruga, uma hora bem legal pra chegar (só que não…). Vários ônibus que vão pra Kalaw chegam de madruga, aí o esquema é pegar uma guest house baratinha, porque eles cobram uma diária toda, mesmo você chegando a essa hora.

Fiquei um dia na Golden Lily Guesthouse e outro dia na Golden Kalaw, uma fica ao lado da outra. A Golden Lily custa 7 dólares o quarto (pra duas pessoas), com café da manhã e banheiro compartilhado – preço praticamente de graça para os padrões do Myanmar! Mas o quarto parece uma caixa de fósforo, é um 2×2 onde só tem a cama e nada mais – nem tomada tem! Achei meio claustrofóbico…

Aí no dia seguinte mudei pra Golden Kalaw. Ali os quartos custam 9 dólares (com duas camas), com café também mas com wi-fi. Fiquei num de 7 doletas, com banheiro compartilhado. Gostei mais dessa do que da outra.

Quarto da Golden Guest House
Cubículo da Golden Lily Guest House
Olha o irmão do Reggae Bear aí!

Ok, mas pera lá… E o trekking, onde entra nessa história?

 

MAS AFINAL, COMO É O TREKKING?

Myanmar - Kalaw - Trekking dia 2 (7)Então bora voltar pro trekking! O que mais tem em Kalaw são agências oferecendo o passeio, em cada esquina! O melhor é você entrar em algum grupo, principalmente se estiver viajando sozinho, como eu aqui. Fica muito mais barato e você conhece mais gente também. Fiz com a agência Holiday (holidaykalaw@gmail.com) – na verdade fechei na Golden Lilly Guesthouse.

O trekking pode durar 2 ou 3 dias – a diferença é que no de dois dias você pula um pedação do começo do caminho, e te levam até um lugar onde você encontra um grupo que já está no segundo dia da caminhada. Acho essa opção bem sem graça, por dois motivos: primeiro que você perde cenários lindos no primeiro dia, depois que quando chega o grupo já tá enturmado por um dia todo de caminhada, e você fica meio de fora!

 

E QUANTO CUSTA A BRINCADEIRA?

Barato pra caramba! Claro que o preço depende de quantas pessoas tem no grupo, mas paguei 40 dólares pelos três dias, com tudo incluído – refeições, hospedagem nas vilas, guia, transporte da mochilona até Inle Lake e barco atravessando o lago até o local de hospedagem (só a água não tá incluída). Dá uns 13 dólares por dia, fazendo um trekking super maneiro! Bonzão, né?

Ah, e tem que levar mais 10 dólares pra pagar a taxa cobrada pelo governo pra atravessar o Inle Lake… Picaretagens do governo! E tem que ser nota nova de dólar, sem estar amassada nem riscada, senão eles não aceitam!

 

O QUE É BOM LEVAR?

Myanmar - Kalaw - TrekkingPouca coisa! Eu levei coisa demais, aí o peso da mochila ficou me incomodando um monte. Você deixa a mochilona com a agência (eles transportam de Kalaw até Nuang Shwe, no Inle Lake) e leva só coisas para os três dias. Mas como você dorme em vilazinhas onde não rola tomar banho, nem adianta levar muita coisa de higiene – leve só um sabonetinho pequeno desses de hotel e um sachê de shampoo, só dá pra tomar banho no rio no segundo dia!

De roupas, dá pra levar uma calça e uma bermuda, três camisetas (uma por dia), um casaco (de manhã cedo faz frio), tênis e chinelo (acabei fazendo quase o trekking todo de chinelo, porque tava tão calor que o tênis fez bolhas no meu pé! E é susse fazer de chinelo)! Não leve carregadores de bateria ou de celular (não tem energia elétrica nas vilas mesmo. É legal usar um cajado na caminhada, mas nada que um bom galho não resolva! Também é legal ter uma lanterna (lembre que não tem energia elétrica nas vilas), bateria extra pra câmera, e papel higiênico (nunca tem papel nas vilas)!

 

QUANTO TENHO QUE CAMINHAR POR DIA?

Bastante, mas você nem percebe que foi tanto! No primeiro dia são 20 km, no segundo são 22, e no terceiro são 14 – dá quase 60 km de caminhada no total!

Mas é tudo feito de um jeito tranquilo, o guia vai parando várias vezes pelo caminho pra te explicar sobre as plantas e costumes de cada região. Meu guia, o Sonar, era uma figura, parava a toda hora pra gente experimentar frutas diferentes e contava altos causos!

 

COMO SÃO OS TRÊS DIAS DE TREKKING

Myanmar - Kalaw - Trekking dia 1 (5)O primeiro dia começa às 9h30 da manhã, e você já sai caminhando da agência, em Kalaw. Além das paradas pra descanso, tem a parada do almoço em um lugar super gostoso, no alto do morro, com um vento super refrescante – ótimo para o calorão de abril do Myanmar (fui pra lá bem na época mais quente)! Os cenários são lindos de morrer, vistos do alto, com várias plantações de arroz.

 

À tarde, mais caminhada, e chegada lá pelas cinco da tarde em uma vilazinha. Ainda experimentamos jogar o Chilon, que é um jogo típico de lá com uma bola feita de bambu, bem divertido! E depois, janta deliciosa na vilazinha onde dormimos. E tomamos até cerveja! Quente, mas que tomamos, tomamos!

A vila é bem simples e pequena, sem energia elétrica, mas bem aconchegante. Dormimos em um quartão com colchões, travesseiros e cobertores, achei bem confortável! Mas banho nem pensar… Aff… Eles vendem água mineral na vila, pra você usar no segundo dia.

Foto: Kenji Hirota

O segundo dia começa cedão, acordando às 5h30 da manhã e vendo o sol nascer. A caminhada, mais uma vez, dura o dia todo, com as paradas para descanso e histórias do guia. Os cenários são bem diferentes do primeiro. Passamos por vilas maiorzinhas, com casas de chá e pequenos mercados, e caminhamos bastante por estradas. E paramos em várias vilazinhas pra conversar com os moradores, ajudar a descascar amendoim e tomar chá com eles, bem bacana!

Os rangos do almoço e janta são ótimos (um “chef” vai acompanhando a gente de moto, e prepara comidas ótimas!). Nesse dia o almoço foi em um monastério, onde até tiramos uma soneca depois do rango. E à tarde, olha que beleza: banho de rio!! O momento mais esperado do dia, sem dúvida! Ainda mais porque a gente já tava caminhando há quase dois dias, sem tomar banho! Foi o meu primeiro banho de rio com direito a sabonete e shampoo! Haha…

A noite é em uma outra vilazinha sem energia, mas pelo menos dessa vez a gente tava mais cheirosinho! Jantamos, tomamos uma breja (que até tava friazinha!) e apagamos, de tão cansados de caminhar dois dias seguidos!

jogando chilon
os banheiros são só assim
todo mundo capotado no monastérios, só na siesta
rango bão dimais!

E finalmente o último dia! Esse também começa mega cedo, acordando às 5h da manhã – nesse dia a gente anda menos, 14 km, mas tudo no período da manhã (a caminhada vai só até a hora do almoço). É o dia com mais descidas, mas na maior parte do tempo o caminho é plano. Os cenários são mais áridos e rochosos, mas bem bonitos também. A chegada para o almoço é uma vitória, um misto de alegria e tristeza de ter terminado!

http://youtu.be/-T-5Z5Du5fs 

Turma massa no trekking!
noite do segundo dia - Foto: Kenji Hirota
Monges fazendo a Ronda das Almas

Depois do almoço você pega um barquinho que atravessa o Inle Lake e te deixa em Nyaung Shwe, que é onde a maioria das pessoas se hospeda quando vai conhecer o lago. É isso aí, fim da aventura!

Chegando no lago

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Essa foi a cidade número 30 da Volta ao Mundo – Expedição Caracol, que vai até nov/14.

 

 

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15 comments

aculpaedofuso 22/09/2014 - 05:13

Pirei nessa ideia do trekking! Já estive duas vezes no Myanmar, mas nunca soube desse trekking pra Inle Lake. Acho que agora eu vou TER que voltar la… ;)
Parabéns pelo blog, pela trip e pela coragem de se jogar no mundo!

Reply
Carol Moreno 24/09/2014 - 16:08

rs… Que legal! É, acho que você vai ter que voltar pra lá mesmo! kkk
bjs

Reply
Elaine Santos 23/09/2014 - 14:49

Lindo demais esse Trekking! Como dizem: Não há caminho para felicidade, a felicidade é o caminho! Aproveitou cada momento, cada passo nesse lugar! Adoro seus posts Carol! Bjos

Reply
Carol Moreno 24/09/2014 - 16:06

Que legal, Elaine! Valeu! =)
bjs

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Marcos 24/09/2014 - 13:26

Aeee, saiu o post do trekking. Show de bola!

Reply
Carol Moreno 24/09/2014 - 15:55

Hehe… Agilizei ele, Marcos! Que bom que você curtiu!
bjs

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Silvia 16/11/2014 - 17:25

Eu e meu noivo estamos planejando fazer uma volta ao mundo no meio do ano que vem. Vi seu site pelo viagem na viajem e estou amando tudo. Parabéns. Curta demais, menina! bjos

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Carol Moreno 20/11/2014 - 08:15

Que legal, Sílvia! Valeu!

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Cinthia Monaco 10/01/2017 - 16:53

Oi Carol.
Estarei no Myanmar em Fevereiro e farei o trekking, mas pra variar o roteiro tá bem corrido. Você sabe me dizer se de Nyaung é fácil conseguir busão pra Bagan?
Parabéns pelo post, como sempre, sendo nosso norte !! Rs
Beijão

Reply
Carol Moreno 10/01/2017 - 21:28

Oi Cinthia,
Que legal que você vai pra lá, já tem as datas? Também vou pro Myanmar em fevereiro :)
Não é difícil pegar o ônibus lá não, só não tem vários por dia, é bom ir atrás de passagem assim que chegar por lá.
Bj!

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Cinthia Monaco 13/01/2017 - 14:25

Valeu Carol !!!
Próxima etapa é brindarmos com uma boa breja asiática , rsrs
Até lá !!!
Bjo ;-)

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Carol Moreno 18/01/2017 - 07:56

Opa, com certeza! Tomara que role no Myanmar!
bj

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Ingrid 04/03/2017 - 16:03

Muito bacana seu blog Carol. Te achei porque minha filha tb esta um Myanmar sozinha e ouviu dizer dessa caminhada. Muitas dicas boas que voce deu…. parabéns!!!!

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Carol Moreno 06/03/2017 - 16:35

Que legal, Ingrid! O Myanmar é bem legal, tomara que ela aproveite bastante!
bj,
Carol

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